O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a isenção de visto para cidadãos chineses em determinadas categorias de curta duração, em uma medida de reciprocidade à política adotada pela China desde 2025.
A decisão foi comunicada por Lula ao presidente chinês, Xi Jinping, durante uma conversa telefônica realizada na noite de quinta-feira (22). Segundo o Palácio do Planalto, a iniciativa está inserida no contexto de ampliação da cooperação bilateral, especialmente em áreas consideradas de fronteira do conhecimento.
A China passou a conceder isenção de visto a brasileiros a partir de 1º de junho de 2025, inicialmente pelo período de um ano. Posteriormente, a validade da medida foi estendida até 31 de dezembro de 2026.
A política chinesa de isenção também contempla outros países da América do Sul, como Argentina, Chile, Peru e Uruguai, dentro de um grupo de 45 nações incluídas de forma unilateral pelo governo de Pequim.
O objetivo central da medida é facilitar o intercâmbio de pessoas, fortalecendo a aproximação entre a China, a América Latina e outros blocos econômicos.
Entre os países beneficiados estão algumas das maiores economias da região, como Brasil, Argentina e Chile. Desde 2024, cidadãos da maioria dos países europeus, além de Japão e Coreia do Sul, também não precisam de visto para entrar na China.
Portadores de passaportes comuns podem ingressar na China sem visto para fins de negócios, turismo, visitas familiares, intercâmbios ou trânsito, com permanência máxima de até 30 dias.
Telefonema
A conversa entre Lula e Xi Jinping teve duração aproximada de 45 minutos. Os presidentes abordaram o fortalecimento das relações bilaterais desde a visita oficial de Xi ao Brasil, em novembro de 2024, quando foi lançada a Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil-China.
De acordo com a Presidência da República, os líderes destacaram sinergias entre os projetos nacionais de desenvolvimento, com foco em infraestrutura, transição ecológica e tecnologia.
No cenário internacional, Lula ressaltou o papel do Brasil e da China na defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre comércio, além do compromisso conjunto com o fortalecimento das Nações Unidas como instrumento para a promoção da paz e da estabilidade global.
A agência estatal chinesa Xinhua também divulgou informações sobre o diálogo, destacando que Xi Jinping afirmou que China e Brasil devem proteger os interesses do Sul Global e preservar o papel central das Nações Unidas em meio a um cenário internacional considerado turbulento.
adicione Dia de Ajudar às suas fontes preferenciais no Google Notícias
.
Fonte: cenariomt






