Cenário Político

Lúdio critica Abilio por rejeitar proposta de R$25 milhões do Estado para comprar Santa Casa: barata tonta

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) chamou o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), de “barata tonta” ao reagir às declarações do gestor sobre a compra do prédio da Santa Casa de Misericórdia pelo governo de Mato Grosso e ao pedido para que a unidade seja doada ao Município.  Para ele, o episódio resume uma falta de capacidade de diálogo do gestor municipal.

A crítica ocorre após Abilio afirmar que ficou “um pouco incomodado” com a proposta apresentada pelo governo ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para adquirir o imóvel por R$ 25 milhões, dizendo que não foi comunicado previamente sobre o formato e cobrando diálogo, já que Cuiabá tem gestão plena da saúde.
Lúdio disse que defende há pelo menos cinco anos que a Santa Casa se torne definitivamente um hospital estadual e criticou a ideia de a Prefeitura assumir a unidade e afirmou que Abilio tem mudado de posição conforme o debate avança. Para Lúdio, não faz sentido o prefeito “chorar” pela Santa Casa, porque o hospital já opera com gestão e financiamento estadual.
“Olha, o Abilio nessa história tá igual barata tonta, sabe? Porque um dia ele quer entregar o HMC pro estado, outro dia quer fechar o Hospital São Benedito. Aí agora inventa de querer e assumir a Santa Casa. A Santa Casa hoje ela é um hospital estadual. eh com financiamento estadual, com gestão estadual. (…) Sinceramente, eu não via sentido em a Santa Casa ser assumida pela Prefeitura de Cuiabá, porque a prefeitura não tá dando conta nem dos serviços pelos quais ela já está responsável (…) Então não tem sentido esse choro do Abilio. Demonstra também uma incapacidade de diálogo com o próprio governador que apoiou ele”, disse Lúdio.
O governador Mauro Mendes (União) anunciou na quarta-feira (11) que o Estado formalizou proposta ao TRT para compra do prédio e que pretende manter a unidade sob comando estadual, com foco em serviços como oncologia e hemodiálise infantil.
Abilio, por sua vez, disse que não entendeu “muito bem” como o processo foi formatado e que esperava ser comunicado antes da formalização. Relatou incômodo com a forma como a proposta foi apresentada e afirmou que não poderia opinar sem explicações detalhadas sobre como a decisão impacta a rede municipal.
O prefeito também declarou que já havia discutido a possibilidade de o Município apresentar uma oferta de R$ 30 milhões, mas que avaliava retirar a proposta diante do plano estadual, ponderando que o pagamento à vista de R$ 25 milhões pode ser mais atrativo para quem busca resolver o passivo.
Nos bastidores, havia expectativa de que a Santa Casa pudesse ser transferida ao Município, especialmente diante da necessidade de retaguarda para o Centro Médico Infantil (CMI), antigo Pronto-Socorro. Abílio questionou como a aquisição pelo Estado se encaixa na gestão plena e disse que o governo precisa dar suporte durante o período de transição, já que a migração de serviços para o Hospital Central ainda deve levar tempo.
Lúdio, por outro lado, afirmou que a decisão do Estado de comprar o imóvel é necessária, mas voltou a criticar o valor proposto, dizendo que o montante seria insuficiente para cobrir as dívidas trabalhistas deixadas pela antiga gestão da Santa Casa, que envolvem mais de 800 funcionários. Segundo ele, estudos da Justiça do Trabalho apontariam valor de mercado próximo de R$ 150 milhões.

 

Fonte: Olhar Direto

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