Mato Grosso Sorriso

Lei do Sítio Pesqueiro do Teles Pires impulsiona turismo de pesca em Sorriso

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2026

O município de Sorriso fortalece sua estratégia de diversificação econômica ao mirar o desenvolvimento do turismo de natureza e da pesca esportiva. O impulso decorre da consolidação do Sítio Pesqueiro Estadual do Teles Pires (Lei Estadual nº 13.012), que engloba 342 quilômetros quadrados da lâmina d’água do reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Sinop, abrangendo áreas de Sorriso, Sinop, Cláudia, Itaúba e Ipiranga do Norte.

A legislação estabelece um regime de uso sustentável e proteção parcial dos recursos hídricos. Entre os eixos permitidos estão a pesca desportiva na modalidade “pesque e solte” (com soltura obrigatória e saudável do espécime), o desenvolvimento científico, a piscicultura em tanques-rede com espécies nativas e a pesca de subsistência para ribeirinhos.

Estudos de monitoramento na bacia do Rio Teles Pires confirmam a alta piscosidade do reservatório, destacando espécies carnívoras e esportivas de alto valor atrativo, como tucunarés, cachorras e matrinxãs.

Cadeia produtiva e incentivo ao empreendedorismo local

A prefeitura de Sorriso projeta transformar os braços do lago que cortam as propriedades rurais do município em um novo polo turístico regionais:

  • Novos Negócios: Estímulo para que chácaras e sítios com acesso ao lago invistam na construção de pontos de embarque, marinas, pousadas e restaurantes;

  • Cadeia de Serviços: Dinamização do mercado de guias de pesca, piloteiros, locação de embarcações, lojas de equipamentos esportivos e passeios náuticos;

  • Infraestrutura Pública: A lei autoriza o município a implantar acessos públicos e marinas para fomentar o fluxo de visitantes e pesquisadores.

O secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Nelson Eduardo Pereira da Costa, ressaltou que a gestão municipal vem articulando capacitações, como o 1º Seminário Regional de Pesca Esportiva, para orientar produtores locais:

“Quando começamos a olhar para os lagos do Teles Pires, percebemos uma oportunidade real de desenvolver a pesca esportiva. Nosso papel é provocar essa discussão, levar informação e incentivar quem tem propriedade com acesso ao lago a olhar para esse patrimônio natural como uma possibilidade de negócio sustentável”, pontuou o secretário adjunto.

A administração reforça que o sítio pesqueiro não é uma unidade de conservação de proteção integral, mas exige licenciamento ambiental e autorizações individuais para empreendimentos náuticos e de piscicultura.

Fonte: cenariomt

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