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Leapmotor investe R$ 30 milhões no Palmeiras e BYD contrapõe com aporte de R$ 600 milhões ao São Paulo: o que isso representa para o futuro dos clubes?

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2026
Morumbis, na Zona Sul de São Paulo. — Foto: Rubens Chiri/Divulgação/SPFCMorumbis, na Zona Sul de São Paulo. — Foto: Rubens Chiri/Divulgação/SPFC

O futebol brasileiro pode viver uma nova guerra milionária envolvendo montadoras chinesas nos próximos meses.

De um lado, o Palmeiras fechou recentemente uma parceria importante com a Leapmotor para estampar a marca no uniforme do clube.

Do outro, a BYD negocia um acordo muito maior financeiramente, mas com uma estratégia completamente diferente.

Segundo informações divulgadas pelo UOL, a BYD discute um contrato bilionário envolvendo os naming rights de um dos estádios mais tradicionais do país.

Já o Palmeiras, conforme revelou inicialmente o portal Nosso Palestra, acertou um novo patrocínio voltado diretamente à camisa e propriedades esportivas do clube.

Apesar de envolverem o futebol e montadoras chinesas, os dois acordos têm objetivos bem diferentes.

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BYD negocia mudança no nome do Morumbi

De acordo com informações publicadas pelo UOL, a BYD negocia um contrato que pode movimentar cerca de R$ 600 milhões ao longo de dez anos.

A proposta prevê aproximadamente R$ 60 milhões por temporada para alterar o nome do estádio do São Paulo para “MorumBYD”.

Diferente de um patrocínio tradicional em uniforme, a ideia aqui envolve naming rights, ou seja, a troca do nome oficial do estádio.

Caso o acordo seja fechado, o Morumbi passaria a carregar diretamente o nome da montadora chinesa em transmissões esportivas, eventos, conteúdos digitais e materiais publicitários.

Segundo o UOL, o contrato pode transformar o estádio em um dos naming rights mais valiosos do futebol brasileiro.

Internamente, o clube ainda aguarda uma resposta oficial da BYD sobre aprovação final dos valores e condições do acordo.

Estratégia da BYD vai além do futebol

A movimentação da BYD não envolve apenas exposição esportiva.

O objetivo da montadora seria ampliar ainda mais sua presença no mercado brasileiro aproveitando a enorme visibilidade do futebol nacional.

Entre os principais benefícios esperados estão:

  • Exposição nacional constante da marca
  • Presença em transmissões esportivas
  • Associação direta a grandes eventos
  • Fortalecimento comercial no Brasil

Segundo o UOL, a estratégia também é vista como uma resposta ao crescimento comercial de rivais que vêm ampliando presença no futebol brasileiro.

Contrato atual do Morumbi pode chegar ao fim

Atualmente, o estádio opera sob o nome “MorumBIS”, ligado à Mondelez.

O acordo atual foi assinado no fim de 2023 e rende cerca de R$ 25 milhões por ano ao clube.

Entretanto, segundo informações do UOL, a renovação da parceria é considerada improvável neste momento.

Questões econômicas envolvendo o mercado de commodities, especialmente o cacau, acabaram esfriando as conversas entre as partes.

Se a negociação com a BYD avançar, o salto financeiro será enorme.

O clube praticamente mais que dobraria a receita anual obtida hoje com os naming rights do estádio.

Palmeiras fecha acordo com Leapmotor para uniforme

Enquanto a BYD negocia um projeto ligado ao nome de estádio, o Palmeiras fechou um acordo mais tradicional envolvendo patrocínio esportivo.

Segundo informações divulgadas inicialmente pelo portal Nosso Palestra, a Leapmotor assumirá o espaço nas costas da camisa alviverde após o fim da parceria com a Fictor.

O contrato pode atingir R$ 30 milhões por temporada em vínculo válido por dois anos.

Os valores estão divididos da seguinte forma:

  • R$ 20 milhões fixos por temporada
  • Até R$ 10 milhões extras via metas e projetos incentivados

O patrocínio aparecerá:

  • No futebol masculino profissional
  • No futebol feminino
  • Em categorias de base e propriedades específicas

Lei de Incentivo amplia potencial do acordo

Segundo o Nosso Palestra, parte dos valores adicionais poderá ser atingida via Lei Federal de Incentivo ao Esporte.

A legislação permite que empresas tributadas pelo lucro destinem entre 2% e 4% do Imposto de Renda devido para projetos esportivos aprovados pelo Governo Federal.

Além disso, projetos aprovados podem receber patrocínio com 100% de isenção fiscal.

Os R$ 20 milhões fixos por temporada já estão garantidos contratualmente.

Os movimentos de BYD e Leapmotor mostram como as montadoras chinesas estão ampliando presença também no futebol brasileiro. Apesar de envolverem cifras milionárias, os projetos seguem caminhos diferentes.

Enquanto a BYD negocia uma estratégia ligada aos naming rights do estádio, buscando transformar o nome do Morumbi em “MorumBYD”, a Leapmotor aposta em exposição direta na camisa do Palmeiras e nas propriedades esportivas do clube.


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Escrito por

Matheus Azevedo

Matheus Azevedo é jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, em Belo Horizonte. Atua com o digital desde quando saiu da faculdade. É apaixonado por SEO e, sobretudo por carros, finanças e dados. Entende que todos podem entender números. Contudo, é papel do jornalista transformá-los em informações mais claras e organizadas para ajudar o leitor a ter um conteúdo mais completo e informativo. E-mail: [email protected]

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Matheus Azevedo

Matheus Azevedo é jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, em Belo Horizonte. Atua com o digital desde quando saiu da faculdade. É apaixonado por SEO e, sobretudo por carros, finanças e dados. Entende que todos podem entender números. Contudo, é papel do jornalista transformá-los em informações mais claras e organizadas para ajudar o leitor a ter um conteúdo mais completo e informativo. E-mail: [email protected]

Fonte: garagem360

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