O deputado estadual Júlio Campos (União) descartou a possibilidade de disputar novamente a prefeitura de Várzea Grande no futuro. O parlamentar, que já foi chefe do Executivo Municipal entre os anos de 1973 e 1977, afirmou que prefere dar a oportunidade a outros e incentivar os mais jovens a ingressar na política.
O parlamentar, que possui 79 anos de idade e 54 anos de vida pública, também possui no currículo mandatos como governador de Mato Grosso, deputado constituinte, senador e um período como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
“Não, eu acho que tem que dar a oportunidade. Nós já demos a nossa contribuição […] se eu tivesse um pouquinho de juízo e obedecesse o conselho de meus filhos e netos, eu encerrava [minha carreira política] agora”, declarou à imprensa na quarta-feira (13).
Ainda que descarte disputar uma vaga no Executivo, Júlio dá como certa sua candidatura à reeleição para o segundo mandato como deputado estadual. “Tava na hora de ir para casa, né? Mas ainda estou meio desajuizado”, completou com humor.
O parlamentar enfatizou que o seu interesse atual é a renovação dos quadros políticos em sua base eleitoral. Para ele, o foco deve ser a preparação de uma nova geração em Várzea Grande, sugerindo inclusive que o incentivo poderia se estender a membros de sua própria família, embora tenha admitido que, no momento, não há herdeiros políticos com tal pretensão.
Ao ser provocado sobre a possibilidade de encerrar sua trajetória com um “grand finale” na chefia do Executivo, Júlio rechaçou a ideia. Segundo o deputado, sua realização máxima seria consolidar-se como um mentor de novos talentos replicando o modelo de atuação do saudoso senador Filinto Müller.
Campos relembrou que o próprio ingresso na vida pública foi fruto do incentivo de Müller, a quem classificou como um político visionário e “moderno para o seu tempo”. Para Júlio, o verdadeiro legado não reside em um último mandato, mas na formação de uma linhagem política que, assim como a geração de Filinto, permaneça influente na história de Mato Grosso por décadas.
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Fonte: leiagora




