Jovem doa rim ao irmão com doença rara e função renal dele sobe de 5% para 67%
Uma jovem de 24 anos doa um rim ao irmão de 22 depois que uma doença rara fez a função renal dele cair para apenas 5%. O transplante foi realizado em 23 de julho, no Manchester Royal Infirmary, na Inglaterra, e hoje o rim de Harry Ware já funciona a 67%.
A doadora foi a irmã dele, Rachel Ware. Ela passou por 10 meses de avaliações até ser considerada apta para o transplante. Harry, que tem síndrome de Alport, também conseguiu deixar a diálise depois da cirurgia.
“Parece que eu tenho minha vida de volta”, disse o estudante, que mora em Stockport, na região de Greater Manchester.
Sintomas começaram na universidade
Harry estudava em Londres quando começou a sentir cólicas fortes e passou a ir ao banheiro com mais frequência. Com o tempo, o cansaço piorou. No terceiro ano da universidade, ele chegava a deixar festas para dormir e ficava sem ar simplesmente ao se levantar.
Em janeiro de 2025, um exame de sangue mostrou que a situação era grave. Harry foi encaminhado imediatamente para um pronto-socorro e permaneceu internado.
Cinco dias depois, recebeu o diagnóstico de síndrome de Alport, uma doença renal hereditária associada a alterações no colágeno. A função dos rins dele havia caído para apenas 5%, e os médicos começaram a discutir a necessidade de transplante.
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Irmã decidiu doar
Rachel estava viajando pela Ásia quando soube que o irmão havia entrado em insuficiência renal. O irmão mais novo dos dois, Oliver, também se ofereceu para doar um rim, mas os médicos consideraram que ele ainda era jovem demais.
Os exames indicaram então que Rachel poderia ser uma doadora compatível. Ela contou que não houve pressão da família para que fizesse a doação. A decisão partiu dela.
Harry disse que os dois nem chegaram a ter uma longa conversa sobre isso. Rachel falou primeiro com a mãe e depois simplesmente mandou uma mensagem ao irmão dizendo que queria doar o rim. “Eu não poderia ter escolhido uma pessoa melhor para passar por tudo isso comigo”, contou Harry.
Eles assistiram à cirurgia depois
O transplante foi realizado depois dos 10 meses de exames e avaliações necessários para confirmar que Rachel poderia fazer a doação com segurança. Depois da cirurgia, os irmãos fizeram algo pouco comum: assistiram juntos às imagens gravadas do procedimento.
Rachel contou que ficou impressionada ao ver o momento em que o rim retirado do corpo dela começou a funcionar no irmão.
Ela também brincou sobre a ligação que os dois agora carregam fisicamente. “Harry agora tem um pedaço de mim dentro dele”, disse Rachel. Para ela, a cicatriz também se tornou uma lembrança permanente do irmão.
Função renal chegou a 67%
A recuperação de Harry exigiu mais cuidados porque pacientes transplantados precisam evitar infecções e tomar medicamentos para impedir que o organismo rejeite o novo órgão. Em determinado momento, houve preocupação de que o corpo dele pudesse estar rejeitando o rim recebido da irmã.
Mas os exames seguintes trouxeram boas notícias. A função renal, que estava em apenas 5% antes do transplante, chegou a 67% e continuava aumentando quando a família contou a história à imprensa.
Para Harry, uma das maiores mudanças foi poder abandonar a rotina da diálise. Agora, em vez de passar horas sentado durante o tratamento, ele voltou a decidir como usar o próprio dia.
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Fonte: sonoticiaboa





