Educação

Jovem conquista 1º lugar em medicina na UFMT após superar desafios e quase desistir do sonho

Grupo do Whatsapp Cuiabá
2026 word2
A jovem Maria Gabrielly Caldeira, de 21 anos, aprovada em 1º lugar no curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), disse que quase desistiu de seu sonho no ano passado. Ela estava morando em Cuiabá, focada nos estudos, e sua mãe e seu irmão insistiram para que ela continuasse tentando. A jovem disse que chegava a estudar 18 horas por dia, mas não se arrepende porque alcançou seu objetivo. A história dela foi citada em reportagem do Fantástico deste domingo (8). 

Maria Gabrielly cresceu em uma propriedade rural em Brasnorte (588 km de Cuiabá) e sempre estudou na zona rural. No 3º ano do Ensino Médio ela se mudou para Tangará da Serra, já com o objetivo de passar em Medicina, mas não conseguiu. Depois disso ela, com a ajuda da família, se mudou para Cuiabá, se matriculou em um cursinho pré-vestibular e passava o resto do dia estudando em casa.
“Foi muito difícil, principalmente por causa dos meus pais, porque ficar longe… lá em Cuiabá eu não tinha ninguém, eu era sozinha. Aqui em Tangará ainda tenho meu padrinho, minha madrinha e meu irmão, mas lá em Cuiabá era somente eu, não tinha ninguém, era muito difícil, eu chorava muito, me sentia muito sozinha, mas veio a recompensa tão esperada que é passar no curso de medicina”, disse a jovem em entrevista à mídia local.
A jovem vai cursar Medicina no campus da UFMT em Sinop. O caso dela repercutiu, inclusive, no programa . Agora ela colhe os frutos da dedicação que teve aos estudos, mas confessou que pensou em desistir no ano passado, seu segundo ano fazendo cursinho em Cuiabá.
“Eu queria desistir, só que meus pais, junto com meu irmão, não deixaram, falaram que se, realmente, era meu sonho, eu deveria continuar”, disse ao Fantástico.
Maria Gabrielly afirmou que acreditava que, eventualmente, iria ser aprovada em Medicina, porém, não esperava a aprovação em 1º lugar.
“Eu não esperava chegar [tão longe], principalmente em primeiro lugar, eu acho que essa é uma das maiores conquistas. (…) Foram três anos longe de casa, abandonei tudo, deixei minha mãe, que é tudo para mim, chorava todo dia falando com ela, não é fácil, só que se você realmente tem um sonho, você vai atrás, você consegue. Só que não é estudar só uma hora e já está bom, eu estudava de 16 a 18 horas por dia para conseguir essa conquista”, contou.
 

 

Fonte: Olhar Direto

Sobre o autor

Avatar de Redação

Redação

Estamos empenhados em estabelecer uma comunidade ativa e solidária que possa impulsionar mudanças positivas na sociedade.