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Jaques Wagner defende Gleisi Hoffmann no governo: entenda o posicionamento

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O senador (PT-BA) defendeu a nomeação da deputada federal Gleisi Hoffmann para a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), depois de críticas à escolha do presidente Lula. O parlamentar ressaltou a experiência da petista em articulações políticas e alianças partidárias.

A decisão do presidente Lula foi contestada por aliados e opositores. Parte do governo avaliava que a nomeação manteria o cargo sob influência do Partido dos Trabalhadores (PT), o que poderia dificultar negociações com outros partidos. Já outra ala via Gleisi como a única opção viável. O nome do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), chegou a ser cogitado para o cargo, o que deslocaria Gleisi para a Secretaria-Geral da Presidência.

A oposição criticou a escolha, destacando um suposto histórico de falta de diálogo da petista com setores políticos diversos. O deputado (PL-RS) foi um dos que manifestaram insatisfação com a nomeação.

Além das disputas políticas, o passado de Gleisi Hoffmann na Jato voltou a ser lembrado. Em 2016, a Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou-a de receber R$ 1 milhão de recursos desviados da Petrobras para sua campanha ao Senado em 2010. Outras denúncias apontavam sua suposta participação no “Quadrilhão do PT” e recebimento de vantagens indevidas da Odebrecht.

O absolveu Gleisi em 2018 das acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, alegando falta de provas materiais e fundamentação excessiva em delações premiadas. Em 2023, a Corte rejeitou a denúncia ligada à Odebrecht pelo mesmo motivo.

As controversas decisões judiciais da Corte afastaram todas as acusações contra a petista, consolidando sua absolvição nos processos analisados. O Judiciário considerou as provas insuficientes para sustentar as teses da acusação, encerrando as investigações sem condenações.

A nomeação de Gleisi para a SRI reflete o alinhamento interno do governo e o controle do PT sobre a articulação política, mas gera resistência entre aliados e forte oposição no Congresso. A escolha evidencia a estratégia do Planalto para manter influência direta nas negociações com o Legislativo.

Fonte: revistaoeste

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