Autoridades japonesas anunciaram que a tarifa para subir no Monte Fuji, instituída no ano passado como uma forma de combater o “overtourism”, vai passar por reajustes na próxima temporada de escaladas: a partir de julho de 2025, o valor será duplicado, passando a custar 4 mil ienes (cerca de R$ 150) por pessoa.
Outra novidade para a temporada é a obrigação de fazer uma reserva prévia online, registrando informações como os dados de identificação da pessoa e as datas em que pretende passar pelo local. O formulário ainda não está disponível, e deve entrar no ar após o mês de abril. Confira mais informações na página oficial.
Vale lembrar que a temporada de escaladas só acontece entre julho e setembro, durante o verão japonês.
Outras regras
Além da cobrança de taxas e novas orientações sobre a reserva, o horário de acesso ao Monte Fuji também se torna mais restrito em 2025. Para pessoas que não contam com reserva do tipo “mountain hut” (que tem um custo extra e prevê pernoite nos refúgios de montanha ao longo do caminho), não será possível acessar as trilhas das 14h às 3h da manhã – antes, a restrição começava duas horas mais tarde, às 16h.
O objetivo é impedir subidas noturnas de pessoas que não contam com os equipamentos adequados.
Na trilha de Yoshida, a mais popular, também segue valendo o limite de visitantes diários: um máximo de 4 mil pessoas podem cruzar os portões a cada 24 horas. Quando esse número é superado, restrições impedindo novas subidas podem ser impostas pelo resto do dia, mesmo nos horários em que o acesso estaria liberado com um fluxo menor de visitantes.
Turismo no Japão bateu recorde em 2024
O Japão tem adotado medidas contra o excesso de turismo no Monte Fuji para preservar o ambiente e a cultura da região, uma das mais procuradas por viajantes internacionais em um momento em que o país está batendo recordes nessa indústria.
Em 2024, o Japão registrou quase 37 milhões de entradas de estrangeiros, o maior número já visto até hoje – superando em 5 milhões de visitantes o recorde estabelecido em 2019, antes das restrições da pandemia entrarem em cena.
Outras cidades japonesas também têm discutido medidas contra o overtourism, como a imposição de taxas de hospedagem em locais mais concorridos, como a cidade de Kyoto.
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Fonte: viagemeturismo