Economia

INSS divulga reajuste para benefícios acima do mínimo: pagamentos iniciam em fevereiro

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Os segurados do INSS que recebem valores acima do salário mínimo terão o reajuste anual confirmado nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026. A atualização alcança aposentadorias, pensões e benefícios previdenciários que superam o piso nacional, fixado em R$ 1.621 neste ano.

A correção segue o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador oficial utilizado para preservar o poder de compra dos beneficiários do Regime Geral da Previdência Social (RGPS). O percentual considera a inflação acumulada entre janeiro e dezembro de 2025 e não prevê aumento real para quem recebe acima do mínimo.

O reajuste anual faz parte da rotina administrativa da Previdência e tem impacto direto no orçamento de milhões de famílias, especialmente dentro do atual cenário econômico, marcado por inflação persistente em itens básicos de consumo.

Quem será impactado pelo reajuste

A atualização é aplicada automaticamente a todos os benefícios previdenciários cujo valor ultrapassa o salário mínimo. Isso inclui aposentadorias concedidas por idade, tempo de contribuição ou invalidez, além de pensões por morte e auxílios temporários, como auxílio-doença e auxílio-acidente.

O segurado não precisa fazer qualquer solicitação. O novo valor é calculado e incorporado de forma automática na folha de pagamento do INSS.

Teto do INSS também será atualizado

Além dos benefícios individuais, o reajuste atinge também o teto previdenciário, que representa o valor máximo pago pelo INSS. Em 2025, esse limite foi de R$ 8.157,40. O novo teto para 2026 será divulgado junto com o percentual oficial de correção.

Para quem se aposenta a partir de 2026, o cálculo do benefício já passa a considerar o novo teto, caso o valor apurado ultrapasse esse limite.

Quando o dinheiro reajustado cai na conta

Os pagamentos com valores corrigidos para quem recebe acima do salário mínimo começam nos cinco primeiros dias úteis de fevereiro, entre 2 e 6 de fevereiro de 2026.

O cronograma segue o número final do benefício, antes do dígito verificador, conforme a organização tradicional do INSS. Dois finais de benefício são pagos por dia, o que garante distribuição equilibrada e evita sobrecarga no sistema bancário.

Diferença entre quem recebe acima do mínimo e o piso nacional

Enquanto os benefícios acima do salário mínimo são reajustados apenas pela inflação, quem recebe o piso nacional teve aumento com ganho real. Em 2026, o salário mínimo passou para R$ 1.621, com reajuste de 6,79%.

Esse cálculo combina a inflação acumulada pelo INPC com regras de valorização do salário mínimo que podem incorporar crescimento econômico, o que não se aplica aos demais benefícios previdenciários.

Perfil dos beneficiários do INSS

Atualmente, o INSS administra cerca de 35,15 milhões de benefícios previdenciários pelo RGPS. Desse total, aproximadamente 21,9 milhões recebem até um salário mínimo, o que corresponde a 62,5% da folha.

Quando considerados também os benefícios assistenciais, como o BPC, o número de pessoas atendidas pela Previdência e assistência social ultrapassa 40,7 milhões.

Como consultar o valor reajustado

O segurado pode verificar o novo valor do benefício por diferentes canais oficiais. Pelo telefone 135, o atendimento funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, mediante confirmação do CPF e dados cadastrais.

No portal Meu INSS ou no aplicativo disponível para Android e iOS, basta acessar o serviço “Extrato de Pagamento” para conferir o valor atualizado, a data de depósito e o histórico de créditos.

Alerta contra golpes

O INSS reforça que não envia links por mensagens, não solicita dados pessoais por redes sociais nem realiza contato telefônico pedindo informações bancárias. Qualquer comunicação oficial ocorre exclusivamente pelos canais institucionais.

O reajuste dos benefícios acima do salário mínimo, anunciado nesta sexta-feira, garante apenas a recomposição inflacionária, mas segue sendo um marco importante do calendário previdenciário. Com os pagamentos previstos para o início de fevereiro, os segurados podem se organizar financeiramente e acompanhar a atualização pelos canais oficiais, evitando desinformação e riscos de fraude.

Fonte: cenariomt

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