Economia

Indústria recomenda prudência no uso da reciprocidade com os EUA

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) pediu cautela diante da decisão do governo brasileiro de iniciar o processo para aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos. A medida foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e detalhada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

Segundo a entidade, ainda é fundamental apostar no diálogo para tentar reverter a tarifa de 50% imposta pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a indústria continuará buscando soluções diplomáticas e reforçou que “não é o momento” de aplicar efetivamente a lei.

Alban destacou a importância de manter os mais de 200 anos de relações comerciais entre Brasil e EUA. O objetivo, segundo ele, é negociar para que haja reversão das tarifas ou ampliação das exceções que beneficiem exportadores brasileiros.

Comitiva empresarial

Na próxima semana, uma missão com mais de 100 empresários e representantes do setor industrial, organizada pela CNI, seguirá para Washington. A programação inclui reuniões com autoridades e lideranças empresariais norte-americanas, além de preparativos para a audiência pública marcada para 3 de setembro nos EUA sobre a investigação aberta sob a Seção 301 da Lei de Comércio.

Diálogo ainda aberto

Apesar da autorização, Lula afirmou não ter pressa em aplicar a reciprocidade. Em entrevista, o presidente explicou que a medida é parte do processo formal, mas reforçou que o Brasil permanece disposto a negociar a qualquer momento.

O governo também acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) e contratou um escritório de advocacia nos Estados Unidos para defender os interesses brasileiros. Lula reiterou que o país está aberto a entendimentos, mas lamentou a falta de disposição norte-americana para avançar nas conversas.

Fonte: cenariomt

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