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Indígena de 55 anos é a 6ª vítima fatal de chikungunya em Dourados: o que se sabe até agora

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2026

Um indígena de 55 anos é a 6ª vítima da chikungunya em Dourados neste ano. O morador morreu no Hospital da Missão Caiuá, confirmou o município na manhã desta sexta-feira (10). Ele deu entrada no dia 1 de abril e faleceu no dia 3 de abril em razão de complicações pela doença.

Outras duas mortes continuam em investigação, entre elas uma menina de 10 anos, que estava internada no Hospital Regional de Dourados e não residia na Reserva Indígena.

Segundo o médico e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rivaldo Venâncio, a tendência é de que os casos de chikungunya continuem aumentando no perímetro urbano da segunda maior cidade do estado.

“Estamos observando um declínio de casos agudos na aldeia Jaguapiru. No entanto, ainda há uma elevação na aldeia Bororó. Por outro lado, também observamos, na área urbana da cidade de Dourados, o aumento paulatino do número de casos novos de chikungunya. Ou seja, há um relativo declínio do número de casos novos na reserva indígena e uma elevação contínua no número de casos na área urbana.”

Rivaldo Venâncio.

O pesquisador ressalta a importância da colaboração da população para reverter a epidemia da doença em Dourados.

“Esse aumento de casos na área urbana já é um alerta de que, nas próximas semanas, teremos uma elevação substancial no número de casos de chikungunya. Isso, claro, se não houver uma intervenção da população, com moradores apoiando as atividades das autoridades sanitárias. O volume de pessoas atendidas nas unidades de saúde continuará elevado, mas o componente da doença aguda febril deve diminuir. É de se esperar que, por pelo menos mais dois meses ou dois meses e meio, tenhamos dores de cabeça e dores causadas pela chikungunya na área urbana de Dourados. O que observamos hoje em Dourados provavelmente será visto nos próximos meses ou no próximo ano em outras localidades de Mato Grosso do Sul e de outros estados do país, infelizmente.”

Rivaldo Venâncio.

Conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES), dados epidemiológicos recentes indicam taxa de positividade entre 72% e 79%, considerada elevada, além do registro de casos graves, gestantes acometidas e óbitos pela doença no município em 2026.

Diante do avanço da chikungunya, a secretaria instituiu um fluxo emergencial de regulação médica para casos graves da doença. A medida, publicada na terça-feira (7), estabelece prazos mais curtos para resposta assistencial, mecanismos excepcionais para garantir o atendimento oportuno de pacientes em estado crítico e diretrizes prioritárias para a Região de Saúde Centro-Sul e demais macrorregiões do estado.

A normativa estabelece que casos classificados como prioridades P1.0 e P1.1, considerados graves ou potencialmente graves, deverão ter decisão regulatória em até uma hora após a solicitação. O prazo é tratado como meta obrigatória para garantir resposta rápida e reduzir o risco de agravamento ou morte dos pacientes.

A resolução também normatiza o uso da chamada “vaga zero”, recurso excepcional que permite a transferência imediata de pacientes críticos mesmo na ausência de leitos disponíveis, como forma de preservar vidas em situações extremas. A medida poderá ser adotada pelo médico regulador quando se esgotarem as alternativas convencionais de encaminhamento dentro do tempo clínico oportuno.

Fonte: primeirapagina

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