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Indea intensifica fiscalização contra o bicudo-do-algodoeiro em Lucas do Rio Verde: Medidas para combater praga na região

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O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) está intensificando as fiscalizações em propriedades rurais de Lucas do Rio Verde para verificar se os produtores estão cumprindo as medidas obrigatórias de prevenção e controle do bicudo-do-algodoeiro, considerada a principal praga da cultura do algodão.

De acordo com o engenheiro agrônomo e fiscal do Indea em Lucas do Rio Verde, Waldemir Silva, as equipes realizam inspeções nas lavouras para avaliar a presença do inseto e confirmar se os protocolos de controle estão sendo executados corretamente pelos produtores.

Durante as vistorias, são analisados botões florais das plantas e também as armadilhas instaladas nas propriedades. Segundo o fiscal, a presença do bicudo tem sido identificada em algumas áreas, mas o cenário não é considerado preocupante devido às medidas preventivas adotadas pelos agricultores.

“Os produtores estão realizando o controle preventivo, com aplicações e monitoramento constante. O objetivo do Indea é verificar se essas ações estão sendo executadas conforme determina a legislação”, explicou.

Praga está presente em praticamente todas as regiões produtoras

Segundo Waldemir Silva, o bicudo-do-algodoeiro já está presente em praticamente todas as regiões produtoras de Mato Grosso, incluindo o município de Lucas do Rio Verde. No entanto, o nível de infestação permanece controlado graças ao trabalho contínuo de monitoramento e combate realizado pelos produtores.

A fiscalização também serve para orientar os agricultores sobre a importância da destruição dos restos culturais após a colheita, prática considerada fundamental para reduzir a população da praga e evitar problemas na safra seguinte.

Vazio sanitário é ferramenta importante no combate

O fiscal lembra que, após a colheita, os produtores devem cumprir os prazos estabelecidos para eliminação das plantas remanescentes e rebrotas de algodão. A medida integra as ações do vazio sanitário, estratégia adotada para interromper o ciclo de sobrevivência do bicudo.

Indea intensifica fiscalização contra o bicudo-do-algodoeiro em Lucas do Rio Verde
Produtores rurais têm buscado manter controle rígido em relação à praga (Foto: CenarioMT)

Na região norte de Mato Grosso, classificada como Região 2 pelo calendário fitossanitário estadual, o vazio sanitário tem início em 15 de outubro. Até o dia 14 de outubro, os produtores devem concluir a destruição das plantas voluntárias e restos culturais presentes nas áreas cultivadas.

Segundo o Indea, o cumprimento dessa etapa é essencial para reduzir a fonte de alimento e reprodução da praga entre uma safra e outra.

Bicudo compromete diretamente a produtividade

Considerado o principal inimigo da cotonicultura brasileira, o bicudo-do-algodoeiro ataca os botões florais e as flores da planta. Como consequência, o desenvolvimento das maçãs de algodão é prejudicado, reduzindo o potencial produtivo das lavouras.

De acordo com Waldemir Silva, quando não controlada adequadamente, a praga pode causar perdas significativas de produtividade e aumentar os custos de produção.

Por isso, o monitoramento constante, o uso de armadilhas, as aplicações de defensivos quando necessárias e o cumprimento do vazio sanitário continuam sendo as principais ferramentas para manter a população do inseto sob controle e garantir a sustentabilidade da produção de algodão em Mato Grosso.

A cotonicultura é uma das atividades mais importantes do agronegócio mato-grossense, e o controle eficiente do bicudo continua sendo um dos principais desafios para a manutenção da produtividade e da competitividade do setor.

Fonte: cenariomt

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