Um ato público realizado na manhã deste domingo (1º), na capital paulista, marcou a inauguração de um mural de mais de 140 metros em homenagem a Tainara Souza Santos, de 31 anos, vítima de feminicídio em novembro de 2025. A intervenção artística foi produzida por grafiteiras e artistas visuais e integra as mobilizações oficiais do governo federal em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.
O mural foi instalado na Marginal Tietê, no bairro Parque Novo Mundo, zona norte de São Paulo, no mesmo local onde Tainara foi atropelada e arrastada pelo ex-companheiro, Douglas Alves da Silva, em 29 de novembro do ano passado. Após o ataque, ela foi hospitalizada em estado grave, teve as duas pernas amputadas e morreu em 24 de dezembro em decorrência das lesões.
O evento reuniu representantes de movimentos sociais e sindicais, moradores da região, parlamentares e integrantes do governo federal. Estiveram presentes as ministras das Mulheres, Márcia Lopes; do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara; além do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.
Durante a cerimônia, Márcia Lopes afirmou que o espaço simboliza memória e transformação. Segundo ela, o mural representa um compromisso coletivo de reflexão e mudança para prevenir novas violências.
A ministra Marina Silva destacou a gravidade dos números relacionados à violência de gênero no país. De acordo com ela, cerca de quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil, totalizando aproximadamente 1,5 mil mortes por ano. Para a ministra, o combate ao feminicídio exige mobilização permanente da sociedade e do poder público.
A mãe de Tainara, Lúcia Aparecida da Silva, também participou do ato e prestou uma homenagem à filha, lembrando sua trajetória e expressando a dor pela perda. O evento reforçou a importância da memória das vítimas e da ampliação de ações de enfrentamento à violência contra mulheres.
Fonte: cenariomt






