Ăšnica News
Da Redação
Mato Grosso, apesar de registrar uma das menores taxas de analfabetismo geral do paĂs, ainda enfrenta um desafio significativo na educação de sua população mais velha.
Novos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de DomicĂlios ContĂnua (PNAD-C) do IBGE, divulgados na sexta-feira (13), mostram que, entre os idosos, os homens ainda se destacam nas estatĂsticas de analfabetismo
Em 2024, Mato Grosso apresentou uma taxa de analfabetismo de 3,8% entre pessoas com 15 anos ou mais, um desempenho abaixo da mĂ©dia nacional de 5,3%. Isso posiciona o estado na nona posição entre as menores taxas do paĂs para essa faixa etária.
No entanto, o cenário muda para a população com 60 anos ou mais. Nesse grupo, a taxa de analfabetismo em Mato Grosso foi de 15,7%.
Apesar de ter reduzido 2,4 pontos percentuais em relação a 2023, esse Ăndice ainda está acima da mĂ©dia brasileira de 14,9% para a mesma faixa etária.
A análise por gĂŞnero revela que, entre os homens com 60 anos ou mais em Mato Grosso, o Ăndice de analfabetismo sobe para 16,2%, enquanto entre as mulheres da mesma idade, Ă© de 15,2%.
Jovens e adultos
A pesquisa do IBGE tambĂ©m traz um dado animador para a educação de adolescentes no estado. Entre 2023 e 2024, Mato Grosso registrou o maior aumento do Brasil na taxa ajustada de frequĂŞncia escolar lĂquida entre jovens de 15 a 17 anos, com um crescimento notável de 13,9 pontos percentuais.
Isso significa que 83,5% dos adolescentes nessa faixa etária estĂŁo frequentando o ensino mĂ©dio ou já o concluĂram, um avanço significativo para a permanĂŞncia dos jovens na escola.
Apesar desse progresso, o estado ainda enfrenta desafios na inserção de jovens no mercado de trabalho e estudo. Dados mostram que 47,1% das pessoas de 15 a 29 anos em Mato Grosso estão ocupadas, mas não estudam nem buscam qualificação profissional.
Essa Ă© a segunda maior taxa do paĂs, apontando para uma lacuna na qualificação contĂnua da força de trabalho jovem.
Homens ocupam mais vagas de trabalho
Outra disparidade notável é de gênero: 22,1% das mulheres de 15 a 29 anos não estão ocupadas e nem estudam ou buscam qualificação, enquanto para os homens esse percentual é de apenas 7,0%.
Isso sugere que as mulheres enfrentam maiores barreiras para conciliar trabalho com estudo ou para se qualificar profissionalmente.
Em relação ao nĂvel de instrução, 56,8% das pessoas com 25 anos ou mais em Mato Grosso já concluĂram o ensino mĂ©dio, superando a mĂ©dia nacional. Contudo, o estado registra o maior Ăndice do paĂs de pessoas com ensino mĂ©dio incompleto (7,2%) entre aqueles que nĂŁo finalizaram a educação básica.
A média de anos de estudo para pessoas com 25 anos ou mais no estado foi de 10,3 anos em 2024. As mulheres continuam com maior escolaridade média (10,8 anos) que os homens (9,8 anos).
A análise por cor ou raça também mostra diferenças: pessoas brancas alcançam, em média, 11,1 anos de estudo, enquanto pessoas pretas ou pardas atingem 9,9 anos, uma diferença de 1,2 anos.
Os dados da PNAD-C, coletados em cerca de 5.500 domicĂlios em Mato Grosso, oferecem um panorama detalhado para guiar a criação de polĂticas pĂşblicas eficazes na área da educação no estado. Acesse o estudo completo AQUI.
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Fonte: unicanews





