Alisson de Araújo Mesquita, de 43 anos, indiciado por feminicídio após matar Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 33 anos, tinha um histórico de violência. No dia do crime, o suspeito matou a namorada e ainda simulou um acidente de trânsito para confundir a Polícia. Ele forjou o acidente na MG-050, em Itaúna, na Região Central de Minas e negou o crime. Alisson de Araújo Mesquita foi preso no velório de Henay Rosa Gonçalves Amorim.
Inicialmente, se pensava que a mulher morreu devido ao acidente de trânsito, já que foi detectado que ela sofreu um traumatismo craniano. Mas, os investigadores da equipe do médico legista Rodolfo Ribeiro foram acionados novamente para perícia do corpo e, em uma nova análise, “foram encontrados achados de asfixia mecânica. Havia sinais de que ela sofreu uma compressão no pescoço”, disse Rodolfo. Ainda segundo o médico, foram encontrados elementos no próprio autor, como escoriações, que mostravam que houve tentativa de defesa da vítima.
Imagens de câmeras de seguranças do pedágio ajudaram no trabalho da Polícia. O delegado Flávio Tadeu Destro informou que Alisson colocou o corpo da mulher no banco do motorista e conduziu o veículo simulando que ela dirigia. O delegado disse que “foi a imagem do pedágio que chamou a atenção de todos. É absolutamente atípica aquela forma de condução do veículo, com uma pessoa desacordada no banco do motorista e alguém do lado do passageiro fazendo essa condução”. A partir dessa imagem, as equipes iniciaram as diligências.
No dia da morte da vítima, em 13 de dezembro, a Polícia conseguiu localizar imagens que mostram o suspeito arrastando o corpo da vítima até o carro. O delegado responsável pelo caso, João Marcos, informou que, “todos os elementos produzidos pela polícia durante o inquérito policial demonstram que o crime ocorreu dentro do apartamento”.
O delegado informou que o suspeito já agrediu a vítima no passado diversas vezes. “No dia 17 de agosto de 2025, câmeras de segurança interna, do apartamento, flagraram o momento em que o autor joga a vítima no sofá da sala de forma violenta e brutalmente passa a golpeá-la com socos na cabeça“, disse o delegado. Naquela data, Henay ainda levou um mata-leão. Após ser atendida, foi detectado que ela teve traumatimo craniano leve.
Em novembro de 2025, também houve agressões contra a vítima.
Em nota, a defesa de Alisson afirmou que a versão apresentada pela policia não reflete a realidade e que vai adotar todas as medidas cabíveis para que a verdade seja restabelecida.
Fonte: gazetadigital






