Cenário Político

Homem avisa comparsas que ‘fuzil furava blindagem’ em tentativa de assassinato de ex-prefeito de TaboĂŁo da Serra (SP)

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2026

O delator Gilmar de Jesus Santos, um dos responsáveis pelo atentado contra o ex-prefeito de José Aprígio da Silva (Podemos), disse ter informado aos comparsas que o fuzil usado no ataque seria capaz de furar blindagem. As informações foram divulgadas pelo programa Fantástico, da TV Globo.

Em outubro de 2024, criminosos atingiram o carro de Aprígio com tiros de fuzil enquanto o então prefeito passava pela Rodovia Régis Bittencourt. Na semana passada, a Polícia Civil e o concluíram que seus aliados forjaram o atentado. O objetivo era aumentar a credibilidade do político durante o período eleitoral.

Ao Fantástico, Gilmar disse que alertou o grupo sobre os riscos de atirar contra o veículo. Além disso, informou que o secretário de Obras Anderson da Silva Moura, conhecido como Gordão, foi um dos responsáveis por pesquisar a blindagem apropriada para o carro conter os disparos.

“O prefeito falou que era 3A”, destacou Gilmar, referindo-se ao nível da blindagem. “Fizeram a pesquisa entre eles e falaram para mim que o tiro não furava blindagem, que podia atirar sem medo, que o prefeito estava pedindo, que tinha de fazer desse jeito para parecer um fato real, mas era somente um susto.”

Gilmar ainda alegou que propĂ´s atirar apenas no capĂ´ do veĂ­culo. No entanto, os aliados do ex-prefeito disseram que deveriam atirar na lateral.

Segundo o delator, ele contou com o auxílio de Odair Junior de Santana, conhecido como Baianinho, responsável por realizar os disparos contra o vidro do carro. Os criminosos atingiram Aprígio no ombro.

“Ele mais ou menos tinha ciência do que poderia acontecer”, disse Gilmar. “Mirei num pneu, mas não sei especificar se foi o que disparei ou se foi o que Odair disparou [que acertou o prefeito]. Com isso, meu maior cuidado era que não atingisse quem estava dentro do carro.”

Durante uma operação conjunta realizada pela Polícia Civil e pelo MP, a casa de Aprígio foi alvo de buscas. A polícia encontrou cerca de R$ 300 mil em dinheiro no local.

Em meio às investigações, os órgãos apuram se o político comprou o fuzil usado no ataque. Na delação, Gilmar afirmou que o ex-prefeito destinou R$ 85 mil para a aquisição do armamento.

“O dinheiro foi cedido pelo prefeito para comprar o fuzil”, alegou o delator. “Agora, não foi exatamente o prefeito que levou o dinheiro para eles, porque todo o contato do Gordão era feito pelo secretário de Obras, mas o prefeito tinha ciência de tudo.”

Em nota, Allan Mohamed Melo Hassan, advogado de Aprígio, justificou que o prefeito é apenas uma vítima. Hassan informou que Gilmar “sofreu com um tiro com armamento pesado em outubro de 2024 que, por sorte, não ceifou sua vida”.

Fonte: revistaoeste

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