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História de corumbaense que recusou convite de Roberto Carlos por medo de altura: Saiba mais sobre essa incrível decisão!

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2026

Por décadas, uma costureira de Mato Grosso do Sul guardou fotografias, discos e uma história que até hoje deixa familiares e amigos curiosos. Na década de 1970, Maria Vera dos Santos teve a chance de conhecer pessoalmente nada mais, nada menos do que o rei Roberto Carlos, mas desistiu da viagem por medo de avião.

Aos 83 anos, a costureira que nasceu em Corumbá e vive em Campo Grande desde 1993, ainda carrega uma lembrança que mistura admiração e arrependimento. 

A história começou ainda na juventude, quando Vera morava no Rio de Janeiro e trabalhava como costureira desde 1969.

Recém-formada na profissão, ela conquistou clientela própria e passou a atender mulheres conhecidas do meio artístico e cultural da época.

Entre as clientes estavam nomes como as atrizes Suzana Vieira, Ângela Vieira e a bailarina Ana Botafogo.

Foi por indicação de uma dessas ilustres clientes que conheceu Laura Moreira Braga, a Lady Laura, mãe de Roberto Carlos.

“Ela precisava fazer roupas e uma cliente me indicou para ela. A dona Laura era muito simpática. Gostei demais dela”, lembra.

O trabalho na alfaiataria aproximou as duas. Durante as conversas, Vera contou que era fã do cantor desde o início da carreira.

Segundo ela, a aproximação com Lady Laura fez com que Roberto Carlos soubesse da admiração da jovem que, por isso, chegou a receber fotos e recados autografados.

Pouco tempo depois, surgiu um convite inesperado. Vera conta que foi convidada para viajar a São Paulo, onde poderia conhecer o cantor, visitar uma de suas casas e acompanhar parte da rotina artística.

“Ele mandou a mãe dele me levar para ficar hospedada lá na casa dele, conhecer, passear, ver as gravações, essas coisas”, recorda.

A viagem teria transporte e hospedagem garantidos. Mas havia um detalhe que mudaria completamente o rumo da história: o deslocamento seria de avião.

“Eu tenho pavor de altura. Não tive coragem de ir”, conta.

O medo foi tão grande que até superou a vontade de conhecer o ídolo. “Nem ficar em prédios altos eu consigo, pensei que eu iria morrer naquele avião. Eu não consegui.”

Um tempo depois, Vera se mudou do Rio de Janeiro para Niterói, e acabou perdendo o contato com as antigas clientes. 

Hoje, admite que a decisão ainda passa pela memória de vez em quando.

“Eu poderia ter feito um passeio lindo. Hoje eu me arrependo, mas tudo bem, continuo gostando dele.”

Discos, fotografias e lembranças

Embora o encontro não tenha saído dos planos, a corumbaense guarda até hoje parte das recordações daquela época. 

Entre os objetos estão as fotografias autografadas enviadas pelo cantor e uma coleção de discos adquiridos ao longo dos anos. “Todo disco que saía eu comprava”, lembra.

As lembranças permanecem guardadas junto da trajetória costurada com linhas e máquinas de costura. A mesma máquina comprada no início da carreira ainda está com ela.

Em 1993, se mudou para Campo Grande mas se recorda da época na capital carioca e, mesmo aos 83 anos, continua trabalhando diariamente como costureira e recebendo clientes.

Fã de Roberto Carlos desde a juventude

Vera conta que acompanha Roberto Carlos desde o início da carreira. Ao longo dos anos, comprou discos, assistiu a shows e guardou fotografias e lembranças da época em que mantinha contato com Laura.

“Sempre foi ele. Desde que ele iniciou a carreira dele. Ele era novinho, bonito, cabeludo. E tinha ele, o Erasmo Carlos, aquela turma. Mas a minha paixão era o Roberto.” Segundo Vera, a única vez que viu Roberto foi em um show no Canecão, no Rio de Janeiro.

Até hoje, ela conserva parte desse acervo em casa, incluindo fotos e mensagens que recebeu do cantor por meio da mãe dele.

E, claro, segue sem nunca ter tirado os pés do chão.

Fonte: primeirapagina

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