Depois de um término, as emoções parecem ganhar volume. As lembranças surgem do nada, o celular pesa na mão e o silêncio incomoda mais do que deveria.
Mesmo quando a mente entende que é hora de seguir, o coração demora a acompanhar. É nesse cenário que muita gente se pergunta: como esquecer de verdade um ex?
Para especialistas em relacionamentos, existe uma orientação central — simples na teoria, poderosa na prática — que faz toda a diferença quando aplicada com constância.
Se houvesse apenas uma regra para fechar esse ciclo, seria o chamado “sem contato”.
Isso inclui evitar mensagens, ligações, e-mails e, principalmente, parar de acompanhar a vida da outra pessoa pelas redes sociais.
Especialistas explicam que manter qualquer tipo de vínculo prolonga o apego emocional. Mesmo interações rápidas ou aparentemente inocentes reativam expectativas e sentimentos.
Ao criar uma distância real, a pessoa começa a recuperar o controle dos próprios pensamentos e emoções.
Não se trata necessariamente de bloquear imediatamente — embora, em alguns casos, isso ajude —, mas de estabelecer um limite claro, tanto mental quanto emocional.
Quanto mais atenção você dedica ao outro, mais espaço ele ocupa na sua mente.
A dor de cortar o contato não vem apenas do sentimento, mas da quebra de um costume.
Falar todos os dias, dividir detalhes banais, receber afeto e validação cria uma rotina emocional difícil de abandonar.
Alguns profissionais comparam o amor a um tipo de dependência: o bem-estar passa a vir de fora.
Quando essa fonte some, o vazio aparece com força. É justamente esse desconforto que costuma levar a recaídas — quando, na verdade, ele é parte necessária do processo de cura.
Os primeiros dias e semanas sem contato costumam ser os mais desafiadores.
Surgem tristeza, insegurança e até o medo de nunca mais sentir algo parecido. Ainda assim, essa fase é considerada essencial.
Nesse período, a pessoa vive um luto emocional. E é dentro dele que acontecem recuperações importantes: autoestima, autonomia emocional e autoconfiança.
Com o tempo, fica claro que é possível ficar bem sem aquela relação, mesmo que isso parecesse impossível no início.
Um término deixa espaços livres — na agenda, nos hábitos e até nos pensamentos.
Em vez de preenchê-los com lembranças repetidas, especialistas recomendam direcionar essa energia para si: aprender algo novo, retomar atividades esquecidas, refletir sobre limites e necessidades pessoais.
Esse é um momento valioso para reconhecer padrões, entender o que não funcionou e decidir o que não se quer repetir.
Esse olhar para dentro aumenta muito as chances de relações mais saudáveis no futuro.
Um dos maiores ganhos do “sem contato” é perceber que é possível desejar uma relação sem colocar toda a felicidade nas mãos de outra pessoa.
Contar com amigos de confiança, conversar abertamente e buscar apoio quando necessário ajuda a atravessar os momentos de fragilidade.
Aos poucos, surge a certeza de que a vida pode ser plena, estável e coerente com quem você é — com ou sem aquela pessoa.
Superar um ex não depende apenas do tempo nem de força de vontade. É uma decisão consciente: criar espaço para si.
Cortar o contato não apaga memórias, mas impede que elas sejam constantemente reforçadas.
Essa escolha não é punição nem estratégia de poder. É um gesto de respeito próprio.
E, embora doa no começo, costuma ser o caminho mais curto para a tranquilidade emocional, a reconstrução pessoal e um recomeço mais leve.
Fonte: curapelanatureza






