“Nós tínhamos duas propostas de emenda constitucional falando de uma escala 4×3 e de uma jornada de 36 horas semanais. Mas isso já mudou, porque o governo já formou posição defendendo uma escala de 40 horas semanais, no modelo 5×2”, explicou.
A declaração foi dada durante reunião entre parlamentares e representantes do setor produtivo de Mato Grosso, realizada em Cuiabá, para discutir os possíveis efeitos da redução da jornada de trabalho em debate no Congresso Nacional.
Ela, no entanto, alertou que qualquer mudança precisa considerar também os reflexos na economia e no preço final dos produtos.
“Eu tenho uma bandeira muito forte de defesa do consumidor. Nós não podemos simplesmente fazer com que o consumidor acabe pagando o custo final desse produto”, afirmou.
Para Gisela, o contexto político também pode influenciar na discussão da proposta. Segundo ela, o período eleitoral tende a reduzir o tempo necessário para um debate mais aprofundado sobre mudanças estruturais nas relações de trabalho.
“Eu acredito que prejudica o tempo necessário para uma discussão como essa, porque precisamos ouvir todos os setores e encontrar uma proposta que seja boa para todos”, afirmou.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 ocorre no Congresso Nacional por meio de propostas de emenda à Constituição que tratam da redução da jornada de trabalho no país. O tema ainda está em fase inicial de análise e deve continuar sendo debatido nos próximos meses.
A discussão ocorreu durante encontro promovido pela Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso, formada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt).
Durante a reunião, representantes das entidades apresentaram estudos que apontam possíveis impactos da redução da jornada de trabalho, como aumento de custos operacionais, necessidade de contratação de novos funcionários e possível repasse de preços ao consumidor.
Segundo os levantamentos apresentados, no setor do comércio o repasse ao consumidor poderia chegar a até 24%, dependendo da forma como a mudança for implementada.
Também foi citado o risco de aumento da informalidade no mercado de trabalho. De acordo com dados apresentados no encontro, cerca de 31% dos trabalhadores em Mato Grosso atuam atualmente na informalidade.Para Gisela, o contexto político também pode influenciar na discussão da proposta. Segundo ela, o período eleitoral tende a reduzir o tempo necessário para um debate mais aprofundado sobre mudanças estruturais nas relações de trabalho.
“Eu acredito que prejudica o tempo necessário para uma discussão como essa, porque precisamos ouvir todos os setores e encontrar uma proposta que seja boa para todos”, afirmou.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 ocorre no Congresso Nacional por meio de propostas de emenda à Constituição que tratam da redução da jornada de trabalho no país. O tema ainda está em fase inicial de análise e deve continuar sendo debatido nos próximos meses.
Fonte: Olhar Direto






