O presidente em exercĂcio do Brasil, Geraldo Alckmin, afirmou na manhĂŁ desta quarta-feira (14) durante a abertura do 3Âş Congresso Abramilho que irá trabalhar no Supremo Tribunal Federal (STF) a liberação da FerrogrĂŁo.
Realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), o evento ocorre em BrasĂlia (DF).
O Brasil prevĂŞ colher mais de 120 milhões de toneladas de milho na safra 2024/25 e muitos sĂŁo os desafios enfrentados pela cultura. Armazenagem, logĂstica, crĂ©dito e seguro rural sĂŁo alguns dos gargalos que impactam a produção do cereal, que Ă© um grande gerador de alimentos, biocombustĂveis, bioenergia e crĂ©ditos de carbono.
Com os “quatro desafios” anotados, Geraldo Alckmin pontuou quanto ao Plano Safra 2025/26 que este precisa ser ainda maior que os dois últimos.
“Nós defendemos até o planejamento de longo prazo para todo ano não ter esse estresse do problema de crédito. E o seguro rural vai ter que crescer, porque as mudanças climáticas são uma realidade”.


EstĂmulo Ă descarbonização
O presidente em exercĂcio, que tambĂ©m Ă© ministro do Desenvolvimento, IndĂşstria, ComĂ©rcio e Serviços (MDIC), ressaltou que o milho Ă© um produto de sua importância para o Brasil, em especial para o clima, principalmente neste momento em que o mundo discute a descarbonização.
“O Brasil tem mais de 85% da frota de veĂculos flex. Já foram feitos os testes para passar o etanol de 27% para 30% [na mistura da gasolina] e todos deram positivos. E ainda produz o DDG para a ração animal e exportação. Aliás, a China, que já tinha aberto mercado para o sorgo, agora abriu o mercado para o DGG. EntĂŁo, abre uma enorme possibilidade de exportação do DDG tambĂ©m”.
Ainda durante a abertura do Congresso Abramilho, Geraldo Alckmin anunciou que nos prĂłximos dias o governo federal irá lançar o “IPI Verde”, com a redução na alĂquota do Imposto sobre Produtos Importados (IPI) sobre veĂculos elĂ©tricos, hĂbridos e movidos a etanol.
“Nós vamos reduzir o IPI para poder estimular a descarbonização e ajudar a combater as mudanças climáticas”, frisou.
Armazenagem não acompanha a produção
O Brasil possui um dĂ©ficit de armazenagem que cresce em torno de cinco milhões de toneladas ao ano, de acordo com o presidente da Abramilho, Paulo Bertolini, o que gera prejuĂzos atĂ© mesmo para as indĂşstrias, que acabam tendo que encontrar meios para aguardar o cereal.
“Os Estados Unidos conseguem armazenar uma safra e meia. Precisamos mudar isso. Crescemos em torno de 10 milhões de toneladas por ano na produção de milho. E, nĂŁo demora muito para sermos o paĂs do milho, superando outros grĂŁos, com o sorgo vindo junto”.
Segundo o presidente em exercĂcio Geraldo Alckmin, a questĂŁo da armazenagem será incluĂda “na nossa pauta estratĂ©gica. Vamos ao trabalho”.
Clique aqui, entre em nossa comunidade no WhatsApp do Dia de Ajudar Mato Grosso e receba notĂcias em tempo real.
Fonte: canalrural






