O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para cobrar maior participação do governo federal no combate ao crime na fronteira entre Mato Grosso e a Bolívia.
A proposta é que as Forças Armadas assumam uma atuação mais efetiva na região, com apoio tecnológico do Estado para reforçar a vigilância.
Pivetta comentou que os cerca de 900 quilômetros de fronteira não são uma responsabilidade exclusiva de Mato Grosso, mas de todo o país. Para ele, a falta de uma presença federal mais forte dificulta o enfrentamento à criminalidade e sobrecarrega o Estado.
“Esses 900 quilômetros de fronteira com a Bolívia não são fronteira de Mato Grosso contra a Bolívia. É fronteira do Brasil contra a Bolívia. Então, é aí que nós precisamos da presença do governo federal. É nesse sentido que eu vou fazer gestão, vou conversar com o presidente Lula para determinar que as Forças Armadas do Brasil tomem conta dessa fronteira”, declarou.
O governador afirmou que Mato Grosso está disposto a contribuir com equipamentos e tecnologia para fortalecer a fiscalização. Segundo ele, a parceria com o governo federal é fundamental para reduzir os impactos da criminalidade no Estado.
“Nós vamos fazer uma parceria, ajudar com a tecnologia que tem de mais moderno no mundo para vigilância de fronteira, mas nós precisamos cuidar dessa fronteira. Se o Brasil cuidar da fronteira, nós vamos reduzir muito a penalidade do Estado de Mato Grosso. Sem isso é muito difícil”, afirmou.
Pivetta também defendeu a continuidade do programa Tolerância Zero, lançado pelo governo estadual para intensificar o combate às facções criminosas. Ele afirmou que os indicadores de segurança apontam redução em diferentes modalidades de crime, mas reconheceu que o Estado ainda precisa avançar para se tornar um lugar mais seguro.
“Os números todos têm mostrado uma importante redução em todos os tipos de crime. Mas o nosso objetivo é seguir. Nós temos que transformar Mato Grosso num lugar mais seguro para se viver no Brasil. E hoje ainda não é”, disse.
Fonte: Olhar Direto






