“Ele foi muito infeliz na fala dele. Mostra totalmente o desconhecimento dele do processo do estudo do diagnóstico do departamento de água”, afirmou a prefeita em entrevista à Rádio Cultura, na manhã desta sexta-feira (27).
A declaração é resposta à fala do vereador Feitoza, que disse na semana passada que “não existe ambiente” no Legislativo para votar a concessão do DAE e que ainda há muitos pontos a serem esclarecidos. Para Flávia, o parlamentar tem acesso às informações e participa indiretamente das discussões por meio de representante da Câmara.
“É só o vereador parar de fazer blitz em Várzea Grande e começar a estudar o processo que já está na Câmara, que já está de posse do vereador Raul Curvo, que é membro da comissão. Basta ele estudar e ele vai entender que está tudo muito transparente”, disparou.
Segundo a prefeita, o plano municipal de saneamento deve ser encaminhado ao Legislativo até o dia 15 de março, quando também terão início as audiências públicas para discutir o tema. Ela ressaltou que a modelagem da concessão será tratada posteriormente, pois a gestão ainda executa ações técnicas para recuperar ativos do DAE neste primeiro semestre de 2026.
Flávia também comentou sobre o distanciamento político com Feitoza. De acordo com ela, no final de 2024 o vereador teria buscado articulação para formar uma nova Mesa Diretora, diferente da que já vinha sendo construída com apoio do vice-prefeito Tião da Zaeli (PL).
“Ele simplesmente me procurou no final de 2024 querendo que eu fizesse, junto com a vereadora Giza Barros, uma nova Mesa Diretora. Mas já estava traçada a mesa com o Wanderley. Não foi possível compor. Eu nunca o ataquei. Então, levou uma postura de oposição à Flávia”, afirmou.
A prefeita classificou a mudança de posicionamento como parte do “jogo político”, mas negou qualquer conflito pessoal.
No final de janeiro, Flávia esteve em São Paulo para acompanhar o andamento dos estudos técnicos sobre a concessão dos serviços de água e esgoto do município. A reunião tratou do alinhamento técnico do projeto e dos próximos passos para garantir melhorias no abastecimento.
O diagnóstico elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontou problemas estruturais graves no DAE, como desperdício de cerca de 60% da água na rede de distribuição, deficiência nas Estações de Tratamento de Água (ETAs), capacidade insuficiente de reservação, ausência de tratamento adequado de esgoto e necessidade de ampliação da rede.
Fonte: Olhar Direto






