Moretti descreveu a violência política como “silenciosa” e admitiu que sentiu dificuldade até mesmo para compartilhar com o marido os ataques que sofria em seu gabinete.
“A violência política de gênero é silenciosa e machuca a mulher. Porque até para mim contar para o meu marido, para mim ter coragem de falar para ele o que eu passava dentro do gabinete, eu tive vergonha”, desabafou.
Ela ressaltou que o apoio da família e de outras mulheres tem sido fundamental para que ela não desista de seu propósito à frente da prefeitura.
“E aí ele me abraçou: ‘você não está sozinha’. E é esse apoio de mulheres ao meu lado que eu tenho recebido diariamente. (…) Desculpas. É que me faz entender por que Deus e a população de Várzea Grande me fez estar ali, como prefeita do município”, continua
O clima político entre o Executivo de Várzea Grande e a Câmara Municipal tem sido conturbado, especialmente na relação com o presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB).
Recentemente, uma fala de emedebista gerou forte repercussão negativa. Durante uma sessão na Câmara, ao se dirigir ao líder da prefeita, vereador Bruno Rios (PL), o presidente utilizou uma expressão considerada misógina.“Quer leitear a prefeita? Leiteia de outra forma”, disse para Bruno Rios.
A declaração foi repudiada por lideranças femininas e órgãos de defesa dos direitos das mulheres, sendo classificada como um exemplo de violência política de gênero e misoginia.
Durante o fórum, Flávia reafirmou que, apesar dos ataques, continuará firme no cargo em defesa da população várzea-grandense, focando nas entregas para a população.
“Eu continuo firme, firme no propósito como prefeita. Enfrentando tudo e todos pelas minhas crianças, pelos meus idosos, pelas minhas mulheres que precisam de atenção, pelos homens trabalhadores, pelos meus adolescentes que são o nosso futuro em Várzea Grande. É por eles que eu não desisto.”
Fonte: Olhar Direto





