Um filhote de harpia (Harpia harpyja) nasceu no Zoológico de São Paulo no fim de julho, após 54 dias de incubação artificial. Com 78,6 gramas, a ave é a quarta da espécie reproduzida pela instituição nos últimos três anos.
Cerca de três dias após o início da eclosão, a equipe técnica decidiu ajudar o filhote a sair do ovo. O procedimento, conduzido pela bióloga-chefe do setor de aves, Fernanda Guida, foi comparado pela equipe a uma “cesárea”.
A intervenção foi feita de forma gradual, com a remoção de partes da casca e o umedecimento da membrana interna. Antes de retirar o filhote, Fernanda também verificou a presença de ramificações venosas.
“Monitoramos todo o desenvolvimento do embrião desde o primeiro dia de incubação artificial. O processo de eclosão começa quando a harpia rompe a câmara de ar dentro do ovo e, cerca de dois dias depois, inicia a abertura da casca. A partir desse momento, acompanhamos atentamente sua evolução até a eclosão completa. Neste caso, percebemos que o filhote não avançava na quebra da casca e sua vocalização estava cada vez mais fraca. Ao abrir parte da casca, constatei que ele já estava pronto para nascer e, então, prossegui com a assistência até retirá-lo completamente do ovo”, explicou Fernanda.
Depois do procedimento, a equipe limpou a região umbilical e realizou a primeira pesagem. Em seguida, o filhote foi levado para a Unidade de Tratamento Animal (UTA) para receber cuidados em um ambiente com temperatura controlada durante cerca de 30 dias.
A primeira alimentação foi oferecida cerca de 15 horas após o nascimento, diretamente no bico pela bióloga.
Fonte: viagemeturismo





