O Festival da Juventude 2026 começou, nesta quinta-feira (26), em Campo Grande. O primeiro dia de programação teve apresentações da Orquestra Indígena, Mc Anarandá e palestra-show com Ney Matogrosso.
No Palco Livre, a Orquestra Indígena de Mato Grosso do Sul apresentou o espetáculo “Arapy Aguasu – Sinfonia entre Dois Mundos”, que faz um encontro entre cantos ancestrais e tradições artísticas, trazendo a cultura originária para a contemporaneidade.
A apresentação reuniu jovens artistas de povos originários do estado em um show que afirma a presença das culturas indígenas no cenário artístico.
A artista MC Anarandá também se apresentou. A cantora, do povo Guarani Kaiowá, levou canções autorais do seu primeiro álbum, “Pehendu Ore NÊ’Ê – Escuta nossas vozes”, cantadas em português e guarani.
A compositora trouxe uma mistura de cultura ancestral e urbana, abordando em suas músicas temas como defesa do território, combate à violência, preconceito e valorização da identidade cultural.
Ney Matogrosso no Festival da Juventude
No palco do Teatro Glauce Rocha, o cantor Ney Matogrosso recebeu o título Doutor Honoris Causa, do Conselho Universitário da UFMS por sua contribuição à cultura brasileira.
O artista recebeu o título de maior honra concedida por uma universidade a pessoas que se destacaram em áreas como ciências, artes, cultura ou causas humanitárias, sem precisar de formação acadêmica.
“É um artista da terra, nascido em Bela Vista, tem a ver muito também com a história. A gente sente esse orgulho e o coração aquece, a gente poder ter um cidadão da nossa terra, levando as artes, levando toda a performance, se destacando mundialmente, sendo um grande orgulho”, conta a reitora da UFMS, Camila Ítavo.
Após a homenagem, o artista participou de palestra-show, onde compartilhou reflexões, detalhes sobre seu processo criativo e trajetória artística.
A programação também teve o espetáculo “Voz & Piano”, em que Ney Matogrosso cantou músicas de seu repertório e outros sucessos brasileiros, acompanhado pelo pianista Leandro Braga.
“Eu sou fã porque minha mãe acompanhou desde o começo dos Secos e Molhados. Eu ouvia muito desde que eu era criança, eu achei muito incrível desde que eu soube que ele ia apresentar aqui.”, conta o estudante Rafael Sales.
Fonte: primeirapagina





