O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que a nova instrução normativa — — da Receita Federal, que amplia a fiscalização sobre transferências realizadas pelo Pix, não afetará significativamente pequenos negócios nem a classe média.
De acordo com Haddad, a medida, vigente desde 2015 para outras operações, agora eleva os limites de movimentação a serem reportados à Receita. Para pessoas físicas, o limite passa de R$ 2 mil para R$ 5 mil mensais, enquanto para empresas, aumenta de R$ 6 mil para R$ 15 mil.
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Haddad explicou que essa alteração reduzirá o volume de dados enviados ao Fisco. Em entrevista ao UOL, ele enfatizou que a norma inclui instituições como fintechs na obrigação de informar movimentações financeiras, mas não cria novos tributos.
O objetivo, segundo o ministro, é “tornar o sistema mais racional, diminuindo dados de baixa renda disponíveis”. A norma abrange transferências por Pix, TED e outras formas de pagamento.
Anteriormente, apenas bancos tinham de fornecer essas informações. Agora, empresas que operam carteiras digitais, maquininhas de pagamento, seguradoras e administradoras de consórcios devem reportar movimentações acima dos novos limites.
O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse que a mudança não resultará em notificações automáticas aos contribuintes. Os dados serão cruzados com outras informações para identificar inconsistências potenciais.
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Mesmo em nas movimentações que não correspondam aos rendimentos declarados, como alguém com um salário de R$ 10 mil que gasta R$ 20 mil por mês no cartão de crédito, não haverá ações automáticas, disse Barreirinhas.
Desde janeiro, a Receita tem recebido dados de instituições que operam carteiras digitais e transações por aproximação, além dos bancos tradicionais. Barreirinhas desmentiu rumores sobre taxação do Pix, afirmando que o órgão não consegue fiscalizar movimentações de milhões de pessoas com valores baixos, reforçando que o foco está em inconsistências mais evidentes.
Fonte: revistaoeste