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Família indignada: idoso com suspeita de intoxicação por metanol é dispensado de PS

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A família de Antônio Romão, 85 anos, denuncia falhas no atendimento do Pronto Socorro de Várzea Grande (MT) após o idoso apresentar sintomas graves de intoxicação na última sexta-feira (20). Segundo o filho, Herbert Almeida, o pai saiu de casa e, ao retornar, começou a apresentar os sintomas. A família suspeita que ele tenha ingerido bebida alcoólica, mas não sabe informar o tipo, já que o idoso não consegue se comunicar.

“Ele chegou meio mal, pensamos que fosse só efeito da bebida. Mas não demorou 20 minutos e ele começou a passar muito mal”, relatou Herbert.

O filho contou que o idoso apresentou diarreia intensa e vômito com secreção escura. Diante da piora, os parentes acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que fez os primeiros procedimentos e o encaminhou à unidade de saúde.

Liberado indevidamente

Ainda conforme o relato do filho, na unidade o idoso recebeu apenas dipirona intravenosa, já que não conseguia engolir comprimidos. Foi coletado sangue para exames e, segundo a família, ele também teria sido submetido a um exame de imagem, possivelmente uma tomografia, cujo resultado teria prazo estimado de 15 a 30 dias.

Herbert afirma que profissionais da unidade comentaram sobre a possibilidade de contaminação por metanol, hipótese levantada devido aos sintomas e ao odor do vômito. Segundo ele, teria sido dito que outros pacientes chegaram com sintomas semelhantes nos últimos dias.

Mesmo assim, Antônio foi liberado no mesmo dia. “A gente questiona como falam em contaminação e liberam o paciente sem encaminhar para outro hospital”, disse o filho.

Quadro continua grave

Desde que voltou para casa, o idoso segue debilitado. Segundo a família, ele não consegue se alimentar adequadamente, apresenta dificuldade para ingerir água, não anda sozinho e não está conseguindo controlar urina e fezes.

“Estamos dando banho, tentando colocar comida e água na boca dele. A situação está muito complicada”, relatou Herbert.

A família afirma que não recebeu prescrição de medicamentos para uso em casa nem encaminhamento para outra unidade hospitalar.

Dúvidas sobre o que foi ingerido

Os familiares não sabem onde Antônio esteve antes de passar mal nem que tipo de bebida teria consumido. Como ele está debilitado e não consegue se comunicar com clareza, ainda não foi possível obter essas informações. “O que a gente quer é preservar a vida e a saúde que ele ainda tem. Ele é um senhor de idade, está muito debilitado”, afirmou.

Ao Primeira Página, a Secretaria de Saúde de Várzea Grande informou que está verificando o caso e pediu à família que retorne com o idoso até a unidade de saúde, com a garantia de atendimento.

Fonte: primeirapagina

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