A família da pequena Rebeca Vitória Leoratto Costa, de 8 anos de idade, se mobilizou nas redes sociais para arrecadar fundos para o tratamento de saúde da filha, diagnosticada com hipoplasia congênita dos nervos oculares, doença que compromete a visão. Uma viagem para realização de exames e tratamento está marcada para dia 15 de outubro em Goiânia (GO), mas a família cuiabana precisa de recursos.
Ao Primeira Página, a mãe de Rebeca, Cleiciane Leoratto de França Costa, de 35 anos, conta que, além da condição no olho esquerdo, a filha também foi diagnosticada com deficiência intelectual e Transtorno do Espectro Autista (TEA) e desde então tem apresentado dificuldades no desenvolvimento.
Segundo laudo médico, Rebeca apresenta dificuldade na comunicação verbal, em iniciar e manter trocas de turno, em entender e se adequar aos diversos contextos sociais, sendo totalmente dependente para as atividades básicas e instrumentais da vida diária.
“Observo ainda limitação cognitiva com dificuldade na capacidade de abstração, juízo, noção de tempo e espaço e tomada de decisão esperadas para essa faixa etária, bem como interesses restritos, brincar pouco funcional, sintomas sensoriais e comportamentos repetitivos que atrapalham a dinâmica diária”, diz trecho do laudo.
O especialista que avaliou Rebeca recomendou que a criança passasse por terapias para melhorar a qualidade de vida e evoluir nos quadros clínicos, como acompanhamento com psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapia e outras para aquisição de habilidades e tratar os déficits e limitações.
“Por isso o tratamento se faz URGENTE e poderá necessitar de adequação conforme o desenvolvimento de Rebeca”, conclui o laudo.
O documento, porém, foi emitido em 2023, e desde então a família não conseguiu avançar nas terapias para a menina. Doméstica, a mãe de Rebeca conta que além da caçula também tem outras três filhas. Provedor casa, o marido trabalha em um posto de combustíveis.
“O salário mal dá para as despesas da casa. Manter uma casa com 4 crianças não e fácil. Não recebo nenhum tipo de benefício”, desabafa Cleiciane.
Problemas oftalmológicos e uma saga em busca de respostas
A mãe de Rebeca, conta que durante a gestação não foi identificado nenhum tipo de situação de saúde na filha. Após o nascimento, também não foi identificado nenhum tipo de problema no olho e os exames dos primeiros meses de vida atestaram tudo em ordem.
“Quando ela foi completou um ano, percebi que toda vez que ela adoecia, a pálpebra do olho dela descia. Levei ela no hospital geral, a médica falou que não tinha nada no olho dela. Me mandaram para casa. Com o passar do tempo, a pálpebra desceu de vez. Percebi que o olho dela foi ficando estrábico e teve um dia que a pálpebra do olho parou”, conta a mãe.
Novas consultas médicas foram realizadas e uma médica alertou Cleiciane de que a filha poderia ficar cega. Em consulta particular com uma neurologista foi constatado que Rebeca tinha paralisia dos nervos do olho esquerdo. A causa, porém, não foi identificada.
Em 2022 foi feita a primeira cirurgia no olho, em tentativa para salvar a visão de Rebeca. Após o procedimento a perda da visão foi estabilizada. No entanto, o que preocupa a família e os médicos são manchas de sangue que surgiram no órgão, constatadas por meio de uma ressonância.
O foco no momento é descobrir as causas do aparecimento das manchas e tentar reverter o quadro.
Por indicação médica uma consulta foi marcada em especialista em Goiânia, para que, além da questão da visão, a família também tenha acesso a outros exames, já que a criança também tem apresentado problemas de memória.
“A Rebeca teve atraso de fala. Ela foi falar com 6 anos de idade. Agora ela vai fazer 9 anos e ainda não sabe ler e escrever. Ela não lembra o que aconteceu ontem, mas lembra o que aconteceu há um ano atrás. Se você perguntar quantos anos ela tem, ela vai olhar para mim, para responder por ela”, diz a mãe.
Dificuldades na rotina e no desenvolvimento
Além dos prejuízos à saúde física em consequência do quadro oftalmológico e mental, a mãe de Rebeca se preocupa com o fato de que a filha não socializa.
“Ela tem uma amiguinha na rua de casa, que ela brinca só com ela, que tem 6 anos de idade. Na escola também ela só tem uma amiguinha na sala de aula. Ela tem a Cad que cuida dela e a professora. Ela não se socializa com outras crianças”, comenta.
Outro ponto é a dificuldade de lidar com dores, ao cair e se machucar, tem didifuclades para dormir, chora e se machuca.
“Eu recebo muitas críticas, mas não quero dar golpe em ninguém, eu só peço ajuda para o tratamento dela, eu amo minha filha, Deus me deu ela e eu faço o que for possível por ela, eu penso no futuro que ela tem pela frente”, diz.
Vaquinha solidária
Diante disso, a família pede ajuda em forma de vaquinha solidária para auxiliar nos custos com tratamento médico, exames e a viagem para a pequena Rebeca.
Interessados em contribuir a chave Pix é: 03525231156.
Telefone para contato da família caso queira ajudar de outras formas: 65999550027
Fonte: primeirapagina





