Economia

Expectativa de crescimento do PIB para 2022 é de 1,8% apesar das tensões globais, revela estudo do Ipea

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2026

A economia brasileira deve registrar crescimento de 1,8% neste ano, segundo projeção divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão vinculado ao Ministério do Planejamento e Orçamento.

Apesar do cenário externo adverso, marcado por aumento das tensões geopolíticas e impactos no mercado internacional de energia, o instituto mantém uma avaliação de cautela, porém com perspectiva de expansão moderada.

O estudo considera o contexto internacional recente, incluindo o conflito iniciado em 28 de fevereiro envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que contribui para incertezas e pressão sobre o preço do petróleo.

Em análise publicada na Carta de Conjuntura nº 70, o Ipea destaca que o mundo vive o maior nível de tensão geopolítica desde o fim da Guerra Fria, mas ainda observa sinais de resiliência em algumas dinâmicas econômicas brasileiras.

Entre os fatores internos citados estão o crescimento da renda disponível das famílias e a expansão do crédito no sistema financeiro nacional, elementos que sustentam parte da atividade econômica.

O consumo das famílias também segue como um dos principais motores do Produto Interno Bruto, impulsionado por ganhos reais de renda, incluindo a valorização do salário mínimo.

Além disso, o acesso ampliado ao crédito tende a favorecer investimentos privados, contribuindo para o desempenho da economia ao longo do período analisado.

O cálculo do PIB também leva em conta o desempenho das contas públicas e o saldo do comércio exterior. Nesse sentido, o Ipea avalia que o Estado seguirá sob a lógica do novo arcabouço fiscal, com aumento de despesas sociais e crescimento de receitas, influenciado por políticas de valorização do salário mínimo e ajustes em gastos vinculados à receita da União.

No setor externo, o instituto aponta que fatores como investimentos em tecnologia, incluindo inteligência artificial, e maiores gastos militares em diferentes regiões podem influenciar a dinâmica do comércio internacional.

O Ipea lembra ainda que choques globais anteriores não impediram a expansão do comércio mundial, como ocorreu em 2022 durante a guerra na Ucrânia, quando o crescimento foi de 5,8%.

No horizonte de médio prazo, o instituto projeta que o crescimento acumulado entre 2023 e 2026 pode chegar a 10,7%, resultado superior aos dois quadriênios anteriores, caso as estimativas se confirmem.

No período entre 2019 e 2022, o crescimento acumulado foi de 5,7%, enquanto entre 2015 e 2018 o índice atingiu 9,9%.

Para 2027, a estimativa do Ipea aponta uma expansão de 2% no Produto Interno Bruto brasileiro.

Fonte: cenariomt

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