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EUA reduzem presença militar no Caribe e movem navios para o norte de Cuba: Novidades sobre a estratégia militar americana na região

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As Forças Armadas dos Estados Unidos reduziram o volume da frota que mantêm posicionada no Caribe há cerca de quatro meses, após executarem, no último sábado (3), a operação que capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e transferiram dois navios de transporte anfíbio para águas ao norte de Cuba como parte dessa reorganização, segundo o jornal The New York Times.

Funcionários do governo americano citados pelo jornal, cujos nomes não foram divulgados, indicaram que o contingente começou a ser reduzido, apesar de o governo de Donald Trump ter garantido que manterá navios na região e as operações para bombardear barcos carregados de drogas no Caribe.

Esses movimentos incluem a transferência do USS Iwo Jima e do USS San Antonio, ambos navios de transporte de tropas para desembarque anfíbio, para águas ao norte de Cuba, no Oceano Atlântico.

Essas movimentações reduziriam o número de tropas americanas no Caribe em aproximadamente 3 mil, deixando-as em 12 mil efetivos.

Por sua vez, pelo menos um desses dois navios poderia retornar ao porto base que ambos os navios têm em Norfolk, no estado da Virgínia, nas próximas semanas, indicou um dos funcionários citados.

No final de agosto, os Estados Unidos iniciaram uma operação militar contra o narcotráfico no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, com o envio de caças, contratorpedeiros, navios de transporte anfíbio e o porta-aviões USS Gerald Ford, o maior do mundo.

Foram realizados por ora pelo menos 35 ataques a 36 embarcações que Washington alegou terem ligações com o tráfico de drogas; ao menos 115 pessoas morreram nessas ações.

No fim de semana passado, forças americanas capturaram Maduro e a esposa dele, Cilia Flores, para serem julgados por acusações relacionadas ao narcotráfico em um tribunal federal de Nova York. A ditadura chavista alega que cem pessoas foram mortas nessa operação, incluindo civis.

Os Estados Unidos têm mantido uma posição ambígua sobre Cuba. Trump disse no fim de semana que não planeja uma intervenção na ilha, porque, segundo ele, o regime comunista aliado da Venezuela estaria “prestes a cair”.

Porém, o secretário de Estado, Marco Rubio, sugeriu em entrevista à NBC que essa hipótese não está descartada.

“Não vou falar sobre quais serão nossos próximos passos e quais serão nossas políticas neste momento a esse respeito”, disse Rubio. “Mas acho que não é nenhum segredo que não somos grandes fãs do regime cubano, que, aliás, foi quem apoiou Maduro.”

No sábado, após a entrevista coletiva em que Trump detalhou a operação em que Maduro foi capturado, o secretário havia sido mais explícito. “Se eu morasse em Havana e fizesse parte do governo, estaria preocupado pelo menos um pouco”, ameaçou.

Nesta sexta-feira, o chanceler da ditadura cubana, Bruno Rodríguez, provocou os Estados Unidos em declarações nas redes sociais.

“Nós, cubanos, não estamos dispostos a vender o país nem a ceder à ameaça e à chantagem, nem a renunciar à prerrogativa inalienável com a qual construímos nosso próprio destino, em paz com o resto do mundo”, escreveu Rodríguez.

“Vamos defender Cuba. Quem nos conhece sabe que é um compromisso firme, categórico e demonstrado”, acrescentou o chanceler.

Fonte: gazetadopovo

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