Durante reunião de emergência da Organização dos Estados Americanos (OEA), os Estados Unidos afirmaram que o petróleo da Venezuela não pode permanecer sob controle de adversários estratégicos do Hemisfério Ocidental. O encontro foi convocado após a ação norte-americana em território venezuelano que resultou na retirada forçada do presidente Nicolás Maduro no último sábado (3).
O embaixador dos EUA junto à OEA, Leandro Rizzuto, declarou que Washington não permitirá que a Venezuela se torne um centro de operações para países e grupos considerados hostis. Segundo ele, as maiores reservas de petróleo do mundo não devem permanecer sob influência de atores externos como Irã, Rússia, China e organizações aliadas, ressaltando que os recursos energéticos não estariam beneficiando a população venezuelana.
Rizzuto negou que os Estados Unidos tenham promovido uma invasão militar e afirmou que a operação teve caráter jurídico, com base em uma ordem judicial que determinava a prisão de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. De acordo com o diplomata, a ação teria removido obstáculos ao processo democrático no país e incluiu um pedido pela libertação de cerca de mil presos políticos.
Em outra frente diplomática, os Estados Unidos também rejeitaram acusações de guerra ou ocupação da Venezuela durante sessão extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O embaixador norte-americano na ONU, Michael Waltz, afirmou que a operação foi uma aplicação da lei, com apoio das Forças Armadas, e não uma ofensiva militar tradicional.
A retirada de Maduro envolveu confrontos armados, mortes de integrantes das forças de segurança venezuelanas e explosões registradas em Caracas. O ex-presidente foi levado para Nova York, onde enfrenta acusações relacionadas a suposta ligação com o tráfico internacional de drogas.
Maduro e Cilia Flores passaram por audiência de custódia em um tribunal federal norte-americano. Ele negou todas as acusações, declarou-se inocente e afirmou ser um prisioneiro de guerra. O casal permanece detido em um presídio federal no bairro do Brooklyn, em Nova York.
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Fonte: cenariomt






