Cenário Agro

Etanol de milho: impulsionando o agronegócio no Brasil

Grupo do Whatsapp Cuiabá
2026 word2

A produção de etanol de milho cresce aceleradamente no Brasil, principalmente no Centro-Oeste, transformando o grão em combustível e em subprodutos valiosos. O movimento, impulsionado por novas biorrefinarias, agrega valor à produção agrícola e fortalece a cadeia de proteína animal.

Por que o milho está se tornando tão importante para o etanol?

Além de combustível, o processamento do milho gera produtos extras muito valiosos. Cada tonelada do grão produz cerca de 450 litros de etanol, mas também 300 quilos de um farelo rico em proteína (chamado DDG), óleo e energia. Esse farelo serve de ração para animais, barateando o custo da produção de carnes e tornando toda a operação mais lucrativa e sustentável.

O etanol de milho é melhor que o carro elétrico para o ambiente?

A resposta não é simples, mas o etanol tem vantagens. Enquanto o carro elétrico não emite gases ao rodar, a produção de suas baterias, que usam matérias-primas não renováveis e importadas, gera uma grande pegada de carbono. Já o etanol, produzido a partir de uma planta que captura carbono, tem uma emissão total (do plantio à queima no motor) parecida com a do elétrico. Além disso, a tecnologia flex é uma inovação nacional.

Qual a posição do governo nessa disputa entre etanol e elétricos?

O governo federal vive um dilema. Ao mesmo tempo que deseja promover o etanol como uma solução brasileira para a descarbonização, não quer criar atritos com a China, grande parceira comercial e principal fornecedora de carros elétricos para o Brasil. A posição oficial do Ministério de Minas e Energia é que não há uma única solução e que as tecnologias podem se complementar, combinando biocombustíveis e eletrificação.

Com tanto milho indo para o etanol, pode faltar comida ou o preço vai disparar?

Segundo especialistas e o próprio governo, não há esse risco. A produção de milho no Brasil cresceu mais que o consumo nos últimos anos, gerando um grande excedente. Além disso, a indústria de etanol usa principalmente o milho da segunda safra, que não compete com o grão usado na alimentação humana. O farelo (DDG) que sobra do processo volta como ração, barateando a produção de proteína animal e equilibrando a cadeia.

Essa nova demanda por milho pode causar inflação?

Não há evidências de que isso vá gerar uma inflação persistente. Um dos motivos é que o preço do etanol nas bombas está muito ligado ao preço da gasolina, seu principal concorrente, o que limpa repasses de custo. Além disso, o aumento da oferta de milho e a diversidade da produção agrícola no país ajudam a manter os preços estáveis, evitando que o avanço do biocombustível desorganize o sistema de preços dos alimentos.

Este conteúdo foi gerado com inteligência artificial. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema consulte a reportagem a seguir.

Fonte: gazetadopovo

Sobre o autor

Avatar de Redação

Redação

Estamos empenhados em estabelecer uma comunidade ativa e solidária que possa impulsionar mudanças positivas na sociedade.