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Estudo destaca reaproveitamento de resíduos no Brasil: Oportunidades em foco

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2026

Um estudo em andamento no Brasil pretende identificar o volume de resíduos descartados que podem ser reinseridos na economia como matéria-prima. A iniciativa, considerada uma das mais abrangentes já realizadas no país sobre o tema, foi contratada por uma empresa privada interessada no potencial econômico dos materiais atualmente destinados a aterros sanitários e lixões.

De acordo com dados apresentados pelo diretor-presidente da Marquise Ambiental, Hugo Nery, o Brasil gera cerca de 215 mil toneladas de resíduos domiciliares por dia, mas apenas cerca de 5% desse total é reaproveitado. Para ele, ampliar esse índice é uma necessidade não apenas ambiental, mas também econômica.

Na primeira etapa da pesquisa, foram coletadas amostras em diversas cidades brasileiras para análise da composição dos resíduos urbanos. O levantamento inicial, conhecido como gravimetria, apontou que mais de 50% do material descartado é composto por alimentos. Outros itens incluem plástico (13%), papel e papelão (17%) e vidro (9%).

Segundo Nery, conhecer a composição é apenas parte do desafio. O estudo também busca entender a demanda existente por esses materiais e como funciona o mercado de reaproveitamento, além de identificar quais resíduos ainda não são inseridos na cadeia produtiva.

Financiamento e inovação

A pesquisa foi contemplada com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos. Segundo Paulo José Resende, gerente de Transição Energética da instituição, o financiamento visa estimular a inovação e aumentar a competitividade das empresas, com impactos positivos para a sociedade.

No total, foram destinados R$ 84 milhões para dois projetos, incluindo a pesquisa e a construção de um Centro de Tratamento e Transformação de Resíduos no município de Aquiraz, no Ceará. A estrutura deve contar com processos de compostagem, tratamento de chorume e triagem de materiais.

Critérios e novas oportunidades

Os projetos financiados passam por um processo rigoroso de seleção, que avalia desde a capacidade financeira das empresas até o potencial de inovação e os benefícios socioambientais. Para 2024, a previsão é de R$ 30 bilhões em recursos destinados exclusivamente a iniciativas de ciência, tecnologia e inovação.

Além disso, o programa Mais Inovação Brasil oferece recursos não reembolsáveis voltados a projetos com maior grau de risco tecnológico. Uma nova rodada de seleção está aberta até 31 de agosto, com oferta de R$ 150 milhões.

A expectativa é que iniciativas como essa contribuam para ampliar a economia circular, reduzir desperdícios e impulsionar soluções sustentáveis no país.

Fonte: cenariomt

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