O uso de canetas emagrecedoras por pessoas idosas exige atenção redobrada para evitar o agravamento do declínio funcional. O alerta é da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, que destaca os riscos associados ao uso dessas medicações sem orientação médica adequada.
Segundo especialistas, indivíduos com 60 anos ou mais estão mais suscetíveis a efeitos adversos imediatos, como náuseas, vômitos e redução do apetite, o que pode dificultar a ingestão de alimentos e líquidos. Esse quadro pode evoluir para desidratação, distúrbios eletrolíticos e até desnutrição, situações consideradas potencialmente graves.
Outro ponto de atenção é a perda de massa muscular durante o processo de emagrecimento. Estudos indicam que cerca de um terço do peso eliminado com o uso dessas medicações corresponde à massa magra. Entre idosos, essa redução pode resultar em perda da capacidade funcional e dificuldade para realizar atividades cotidianas, com impactos que, em alguns casos, não são totalmente reversíveis.
Especialistas também alertam que a combinação entre menor ingestão alimentar, náuseas e rápida perda de peso pode desencadear síndromes geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física.
Uso terapêutico
As canetas emagrecedoras são indicadas principalmente para o tratamento da obesidade, do diabetes e da apneia do sono. O uso com finalidade exclusivamente estética, para a perda de poucos quilos, não tem respaldo médico e pode representar riscos desnecessários à saúde.
Embora sejam consideradas uma inovação relevante no tratamento de doenças metabólicas, especialistas reforçam que essas medicações devem ser utilizadas apenas quando há indicação clínica clara e sempre com acompanhamento profissional.
No caso da população idosa, o tratamento da obesidade deve incluir monitoramento médico, orientação nutricional e prática regular de atividade física, especialmente exercícios de fortalecimento muscular, a fim de reduzir a perda de massa magra durante o emagrecimento.
Outro cuidado importante é evitar a perda de peso acelerada. Quanto mais rápido o emagrecimento, maior tende a ser a redução de massa muscular. Além disso, a ingestão adequada de proteínas, vitaminas e minerais é essencial para a manutenção da saúde.
Conscientização e segurança
Especialistas ressaltam que o corpo do idoso passa por mudanças naturais ao longo do envelhecimento, incluindo maior tendência ao acúmulo de gordura e à substituição de músculo por tecido adiposo. O enfrentamento da obesidade deve priorizar a saúde global, e não apenas a redução do peso na balança.
Além dos cuidados clínicos, é fundamental que esses medicamentos sejam adquiridos somente com receita médica e em farmácias regularizadas. O mercado ilegal oferece produtos de procedência desconhecida, com riscos elevados de contaminação, falsificação e uso de substâncias inadequadas.
O controle por meio de prescrição médica existe para garantir que o paciente passe por avaliação adequada e que possíveis efeitos adversos sejam monitorados. A automedicação ou o uso de receitas informais pode colocar a saúde em risco, especialmente entre pessoas idosas.
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Fonte: cenariomt






