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Entrevista: Consequências graves da overdose e como lidar com elas

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Quando se fala de droga, é preciso lembrar que se a dose, por si só, é quase morte, a overdose seria morte certa, se não fossem as manobras heroicas dos profissionais de saúde dos tempos atuais. Mas, o que é overdose? É a dose além daquela suportada por determinado organismo, é a superdose, uma quantidade de determinada substância, lícita ou ilícita, ingerida acima da capacidade de metabolização do corpo humano, permitindo a ação de efeitos tóxicos, que muitas vezes são fatais, constituindo-se em emergência médica, com necessidade de atendimento imediato para tentar salvar a vida. É deveras difícil entender como alguém, em sã consciência, é capaz de fazer uso de determinada substância em dose acima daquela que pode ser suportada pelo ser humano, em geral e pelo seu próprio organismo, em particular.

Falar que overdose é causada por uso acidental de determinada substância, ou erro na dosagem, ou o fato de perder a mão, é correto, mas parece ilógico, pois como justificar desse modo uma dosagem excessiva utilizada por alguém, se qualquer dosagem já é um erro? De qualquer forma, é assim que geralmente nos reportamos à overdose. Outra forma de falar sobre essa forma de autointoxicação é atribuí-la à combinação de drogas, como por exemplo o uso de uma substância psicoativa lícita ou ilícita, associada ao álcool, que termina por potencializá-la.

Sabe-se, no entanto, que muitas vezes o uso não é acidental, mas intencional, quando o indivíduo ignora os riscos, sujeitando-se à possibilidade de morte ou ainda com o objetivo claro de acabar com a própria vida. Também se observa a overdose em usuários de substâncias que, em razão de tratamento, ou por outro motivo qualquer, interrompem o consumo e depois voltam ao uso, consumindo a mesma quantidade de antes, mesmo com o organismo desacostumado à dose usada no passado. Isso pode levar a um estado de overdose, uma vez que o corpo provavelmente diminuiu a tolerância a maiores quantidades da substância.

A overdose por drogas depressoras do Sistema Nervoso Central, como álcool, benzodiazepínicos e opioides, leva a um quadro de sonolência extrema, inconsciência, respiração lenta e superficial ou até parada respiratória, que é a causa mais comum de morte por excesso de opioides. Há também palidez cutânea e pele úmida; lábios e unhas arroxeados (cianose); pupilas contraídas.

Quando a overdose é causada por drogas estimulantes, como cocaína, crack, pasta-base, metanfetamina, ecstasy, há o surgimento de diversos sintomas, como agitação, confusão mental, alucinações, arritmia cardíaca, hipertensão, hipertermia, podendo chegar ao infarto ou AVC. Passa a haver maior risco de overdose em pessoas que fazem uso de drogas por longo tempo e naquelas que têm outras comorbidades psiquiátricas, como depressão e ansiedade.

A overdose é um problema sério, que acomete todos os grupos sociais e tem consequência potencialmente fatal, porém evitável. Hoje com a evolução da medicina muitas vidas são salvas e, dentre essas, todas aquelas que no passado não teriam essa mesma sorte. A disponibilidade de medicamentos específicos para essa finalidade e o acesso relativamente fácil, tanto à rede pública de saúde, quanto à privada, possibilitam a recuperação de muitos pacientes, apesar da gravidade do quadro. Tanto a equipe de saúde, quanto familiares, amigos e pessoas próximas à vítima de overdose devem agir de forma rápida, tanto na busca de atendimento, quanto no início dos procedimentos terapêuticos, de preferência ainda no local do acontecimento ou na unidade de saúde mais próxima.

Fonte: primeirapagina

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