Os dados refletem os primeiros trĂȘs meses do Desenrola 2.0 [https://www.gazetadopovo.com.br/republica/governo-lula-lanca-desenrola-bloqueio-cpf-casas-apostas/], programa lançado pelo governo do presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva [https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/lula/] (PT) com vistas Ă eleição para tentar reduzir o endividamento das famĂlias. Apesar do aumento, a inadimplĂȘncia geral recuou levemente de 29,9% para 29,8% em julho e ficou abaixo dos 30% registrados um ano antes.
âCompletar seis meses seguidos de novos nĂveis recordes negativos no endividamento da população tem impactos que sĂŁo sentidos em curto e mĂ©dio prazo, nĂŁo sĂł no comĂ©rcio. Os nĂșmeros mostram que Ă© preciso avançar em medidas que aliviem o bolso do trabalhador e, consequentemente, estimulem uma melhora do setor produtivoâ, afirmou JosĂ© Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac.
O relatĂłrio da Peic aponta que a parcela de consumidores que destina mais da metade dos rendimentos mensais ao pagamento de dĂvidas subiu para 19%, o maior nĂvel desde março, enquanto o comprometimento mĂ©dio alcançou 29,5% da renda. Entre os brasileiros que recebem atĂ© trĂȘs salĂĄrios mĂnimos, o endividamento chegou a 84,9%, acima da mĂ©dia nacional e tambĂ©m em nĂvel recorde.
Esse grupo foi o Ășnico a registrar aumento das contas em atraso, que passaram de 38,3% para 38,5% em um mĂȘs. AlĂ©m disso, o percentual de famĂlias que afirmam nĂŁo ter condiçÔes de quitar as dĂvidas subiu de 17,6% para 17,8%.
âO elevado comprometimento da renda mostra que a recuperação da capacidade de consumo das famĂlias serĂĄ gradualâ, avaliou Fabio Bentes, economista-chefe da CNC, citando que a redução da taxa Selic para 14%, decidida na vĂ©spera [https://www.gazetadopovo.com.br/economia/copom-reduz-taxa-de-juros-para-14-ao-ano/], pode melhorar gradualmente as condiçÔes de crĂ©dito, mas nĂŁo imediatamente.
Melhora em alguns indicadores
A Peic tambĂ©m trouxe alguns sinais de melhora operacional, como a queda para 64,6 dias do tempo mĂ©dio de atraso das contas, o menor nĂvel desde dezembro de 2025. A fatia de inadimplentes com atraso superior a 90 dias recuou para 48,5%, menor percentual desde agosto do ano passado.
No indicador de percepção, 35% dos entrevistados disseram estar âpouco endividadosâ, ante 34,2% em junho. JĂĄ os que se consideram âmuito endividadosâ ficaram praticamente estĂĄveis, passando de 17,2% para 17,1%.
No conjunto de todas as faixas de renda, o indicador de famĂlias sem condiçÔes de pagar as pendĂȘncias avançou levemente de 12,2% para 12,3%. JĂĄ entre os lares com renda superior a 10 salĂĄrios mĂnimos, o endividamento aumentou para 72%, mas a inadimplĂȘncia caiu de 15,4% para 15,1%.
Fonte: gazetadopovo





