A Imaculada Agronegócios e os empresários Pedro Henrique Cardoso, Mário Sérgio C. Assis e Sérgio Pereira Assis foram denunciados na semana passada por um golpe que teriam aplicado em um produtor rural de Vila Bela da Santíssima Trindade.
No boletim de ocorrências a vítima relata que no ano de 2025, durante a colheita da soja, foi procurado por um corretor de grãos que se apresentou como representante das empresas Imaculada Agronegócios e Santa Felicidade Agro Indústria Ltda, vinculadas a Sérgio, Pedro Henrique e Mário Sérgio.
O produtor contou que desde o início das tratativas os envolvidos afirmavam que o grupo tinha robustez financeira e ampla capacidade operacional, assegurando que Sérgio responderia pessoalmente por eventual inadimplemento. Foram realizadas algumas operações menores de venda de soja, todas pagas regularmente, mas posteriormente os suspeitos procuraram a vítima solicitando que passasse a adquirir grãos de terceiros em seu próprio nome, sob promessa de quitação integral nas datas ajustadas.
Como já confiava no grupo, o produtor assumiu compromissos que ultrapassam R$ 70 milhões. Até novembro de 2025 os pagamentos ocorreram normalmente, mas a partir de dezembro os suspeitos pararam de pagar, deixando a vítima responsável pelas dívidas. Ele teve que vender parte significativa dos grãos por valores inferiores, ficando com o prejuízo.
O produtor procurou os suspeitos, mas eles passaram a apresentar justificativas evasivas e promessas de aportes financeiros que não se concretizaram. A vítima descobriu, depois, por meio de ex-funcionários, que o grupo não possuía lastro financeiro suficiente para honrar os compromissos assumidos e que a inadimplência seria recorrente.
Para aplicar os golpes, os donos da empresa convenciam as vítimas a utilizarem o nome de suas propriedades para fazerem compras a prazo de grãos, que eram revendidos à vista pela empresa para indústrias.
Os valores das compras a prazo seriam quitados pelo grupo. Porém, somente nos primeiros meses os débitos foram pagos corretamente. Após certo tempo, os investigados deixavam de quitar as dívidas contraídas, deixando o produtor rural no prejuízo.
Após adquirir a confiança de uma das vítimas, o grupo realizou diversas compras de grãos, causando inadimplência superior a R$ 58 milhões a ela.
O grupo ainda é suspeito de fraude fiscal e recebimento de créditos indevidos. Dentre os bens alvo de sequestro, está uma aeronave avaliada em mais de R$ 5,8 milhões.
O grupo mantinha uma vida de luxo, com casa em condomínio de alto padrão e uso de veículos importados de alto valor de mercado, como Porsche, Dodge Ram e outros que também são alvos de sequestro na operação.
Fonte: Olhar Direto






