Um passeio na Boca da Onça acabou virando um momento inesquecível para a aposentada Edna Joana Duarte Slavec, de 80 anos, e o neto, o engenheiro civil Mateus Slavec Estevão, de 30.
Neste domingo (12), os dois fizeram juntos, pela primeira vez, o rapel no local turístico, conhecido por ter a maior plataforma do Brasil. A descida é de 90 metros, ao lado de uma cachoeira de 156 metros, na Serra da Bodoquena.
A ideia surgiu de forma inesperada, Mateus já tinha uma viagem planejada para Bonito com a esposa e amigos, quando comentou com a avó sobre o roteiro.
“Eu estava indo para Bonito com a esposa e um casal de amigos. Ela perguntou quais passeios a gente tinha planejado. Eu, a princípio, tinha planejado a Ceita Corê e a flutação da Barra do Sucuri. Ela disse que a Boca da Onça é um passeio que valia a pena”, contou.
Mateus Slavec
Durante a conversa, Edna revelou ao neto que fazer o rapel era um desejo antigo dela.
“Ela disse também que queria fazer o rapel mas nunca tinha conseguido porque precisa ser feito em dupla, aí, eu me prontifiquei na hora a trocar o passeio da barra do sucuri pelo Boca da Onça e ir com ela”, disse.
Mesmo com 80 anos, o desafio não foi um problema para a avó de Mateus. Segundo o neto, Edna sempre teve um perfil ativo.
“Ela é aposentada, mas também trabalha na Fundação de Turismo. Sempre teve o espírito aventureiro e gosta de explorar e desbravar coisas novas”, relatou.
O neto também conta que a primeira experiência foi tranquila e que a avó não teve medo durante a atividade.
“Ela não teve medo nenhum, foi bem segura, e bem animada. O rapel foi tranquilo, é num sistema de alavanca que você controla a velocidade e descida vertical, e a visão é deslumbrante”, disse Mateus.
Descer de rapel era sonho antigo
O momento ganhou um significado especial para os dois. “Pra ela foi um sonho realizado, ela tinha dois sonhos: ir pra Dubai, que ainda não conseguiu e esse rapel. Pra mim, foi um momento eternizado com a minha vó”, afirmou.
Além da descida, Edna ainda encarou a trilha Adventure, com cerca de 4,5 quilômetros de caminhada e 886 degraus.
A vista da Serra da Bodoquena, segundo Mateus, foi um dos pontos mais marcantes do passeio.
“Ver a paisagem por uma perspectiva bem diferente, lá de cima, foi algo que marcou nós dois”, contou.
Fonte: primeirapagina





