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Economia

Apas Show destaca a importância do empreendedorismo no Brasil: Confira!

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A deu início nesta segunda-feira, 13, à 38ª edição do Apas Show — maior evento de alimentos e bebidas da América Latina. A feira reúne diversas marcas do segmento supermercadista para o lançamento de novos produtos e tecnologias do ramo. As exposições acontecem no Expo Center, na capital paulista, até o dia 16 de maio.

A sessão solene de abertura contou com a presença do da Apas, Pedro Lopes, e do presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi.

Estavam presentes também o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro do Empreendedorismo e da Micro e Pequena Empresa, Márcio França. O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, substituiu a aparição de Tarcísio de Freitas, que cumpre  agenda com investidores em Nova York.

Durante seu discurso, Galassi afirmou que é preciso chegar a um consenso para não “acrescentar nas costas do consumidor R$ 70 bilhões em impostos”. É uma reivindicação à proposta do governo federal de aumentar a alíquota de produtos vendidos nos supermercados de 12% para 19,2% — um significativo de 60%.

Sob gerenciamento da Abras, 414 mil supermercados atuam pelo Brasil, um montante que gera 9 milhões de empregos pelo país. também mostram que 32 milhões de consumidores geram um consumo de R$ 1 trilhão.

A Apas Show foi oficialmente inaugurada depois do enlace com os executivos. O espaço de 78 mil metros quadrados foi dividido em seis pavilhões para a exposição de 850 empresas (200 internacionais). A expectativa para os quatro dias de evento é de R$ 14 bilhões em negócios gerados.

A exposição permitiu que o público presenciasse não só o lançamento de novos produtos, mas também conhecesse a história por trás de cada marca. Em entrevista a , diversas organizações relataram a trajetória de sucesso, empreendedorismo e inovação para atender o povo brasileiro.

“A é uma empresa familiar”, afirmou a Diretora de P&D e Inovação da Phisalia, Luciana Amiralian. “Ela começou com meu [Carlos Ará Amiralian]. Minha mãe pediu um perfume mas estava muito caro. Ele então foi às ruas do centro e começou a fazer perfume.”

Segundo Luciana, o homem também começou a fazer xampu e creme para cabelo assim que comprou a Phisalia. “Era ele que fazia tudo”, afirmou a executiva. “Mas, quando chegava o fim de semana, todo mundo da família ajudava a fazer o xampu, porque era um grande do Pão de Açúcar e precisava entregar.”

A diretora foi responsável pela criação da linha de xampu infantil Trá Lá Lá em 2000. “Eu que desenvolvi”, afirmou ela. “Eu que ficava lá no laboratório fazendo. Eu testava nos meus cabelos. O primeiro creme de pentear infantil, infantil, foi a Trá Lá Lá que lançou. Produtos inovadores para o mercado infantil foi a gente que lançou.”

O empresário também foi pioneiro na implantação de novas tecnologias no segmento. “Meu pai sempre querendo fazer coisa nova”, disse Luciana. “Ele foi a primeira empresa de cosméticos a colocar o código de barras no rótulo do produto. Isso quase 50 anos atrás.”

Para a diretora é preciso conhecer muito o consumidor para poder ter sucesso no mundo dos negócios. “O empreendedorismo é muita coragem”, declarou Luciana. “É importante estudar, mas o empreendedor mesmo tem uma coragem de ousar e fazer coisas que não é para qualquer um.”

A é uma das principais empresas de escovas no Brasil. A empresa comemora 95 anos em 2024 com muita história de superação e inovação. Segundo a Coordenadora de Trade Marketing da companhia, Carla Liebl, a empresa trabalha com produtos sustentáveis e inovadores e serviços sociais há mais de 50 anos.

“O primeiro cinema na cidade [São do Sul] foi o fundador da Condor [Augusto Klimmeck] que fez”, afirmou a executiva. “O Corpo de Bombeiros Voluntários da cidade também foi ele que criou e existe até hoje. Acho que isso é o mais legal das empresas: está todo mundo preocupado em deixar um mundo melhor para as pessoas.”

A Condor faz a principal onda de lançamentos de produtos do ano durante o Apas Show de 2024. A marca exibiu na feira parcerias com diversos players internacionais, como a Mattel e a Disney. A companhia conseguiu licença para vender produtos com o tema da Barbie, UNO, Pato Donald e Divertidamente 2, marcas que fazem parte dessas multinacionais.

Segundo Carla, esses conglomerados aceitam fechar parceria com a Condor por causa da credibilidade da empresa. “A Condor construiu uma marca durante muitos anos. As pessoas compram porque conhecem e acreditam que é um produto de qualidade. A Mattel, que é um licenciado da Barbie, até uns anos atrás era da Colgate. Quando a Mattel viu que a Condor faz um trabalho melhor nos supermercados, eles passaram o licenciado para a Condor.”

A é uma empresa de painéis de led criada em 2010. A companhia busca, através dos seus produtos, inovar no modo de fazer publicidade. Apesar dos 14 anos, a marca é considerada experiente para o segmento graças ao seu pioneirismo.

“O mercado de tecnologia surgiu na década de 2010 e deu um boom agora na década de 2020 por causa da pandemia”, afirmou a diretora de marketing da empresa, Elaine Dias. “A The Led começou atendendo o mercado de eventos, e, naquela época, as pessoas não faziam a menor ideia do que era um painel de led. O único que era possível ter mercado de led eram os shows.”

Segundo a executiva, as pessoas não sabiam que o produto poderia ser usado também para estandes, eventos corporativos, supermercados e diversas outras áreas. O fundador da empresa, Richard Albanesi, tinha o objetivo de transformar a Avenida Paulista na Times Square — conhecida por iluminar a cidade de Nova York com placas de publicidade.

“Ele trouxe os painéis da China e começou a trabalhar em diversos eventos”, explicou Elaine. “Hoje, 99% dos painéis vendidos e consumidos no mundo são feitos pela China. Ele trouxe na intenção de trabalhar com painéis out of home, para varejo, aeroporto, salas corporativas, teatros e recepção de escritório corporativo.”

A executiva afirmou que o crescimento de empresas que trabalham com painéis de led diminuiu as barreiras do consumidor no que diz respeito à utilidade do produto. Segundo ela, o cliente já está bem mais preparado para consumir esse novo mercado do que 14 anos atrás.

“A gente vem trabalhando o conceito que a gente acredita ser a grande estratégia para o supermercadista que é o retail media, que é vender publicidade dentro do ponto de venda”, afirmou Elaine. “Antigamente, você fazia uma gôndola e fazia uma faixa em lona para o cliente. Você tinha uma oportunidade para vender o seu espaço. Com o painel de led tenho liberdade de gerenciamento dos conteúdos. Posso falar bom dia, boa tarde e boa noite para todos que entram no supermercado.”

Um dos principais clientes da The Led é a Friboi. A empresa concluiu um pedido de 500 painéis de led em 500 geladeiras de 500 supermercados no Brasil, com o objetivo de criar uma comunicação digital com o cliente.

“Fiz um trabalho para o Pão de Açúcar”, disse ela. “Uma semana depois, o Pão de Açúcar falou ‘quero 15’. Dois meses depois, ele falou: ‘Vamos aumentar essa quantidade’. Você acha que o Pão de Açúcar pica dinheiro? Não. Ele fez um teste e viu que ganha dinheiro.”

Fonte: revistaoeste

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