Em uma de suas últimas missas na capital mato-grossense antes de assumir a Arquidiocese Metropolitana de Aparecida (SP), o arcebispo de Cuiabá, Dom Mário Antônio da Silva, conduziu a Celebração do Lava-Pés nesta quinta-feira (2), na Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus. Parte dos ritos da Quaresma, a solenidade é celebrada anualmente na quinta-feira que antecede os três dias da Páscoa, que culmina na ressurreição de Jesus Cristo.
Ao Primeira Página, Dom Mário comentou que a nova jornada terá seus desafios, mas também suas belezas, e afirmou ver no santuário de Nossa Senhora Aparecida o coração da pátria.
“Vou com muita tranquilidade, com espírito de humildade, a exemplo de Maria, para poder lá também amar e servir. Eu não quero outra coisa senão dar continuidade em tudo aquilo que vem sendo realizado de maneira muito brilhante por Dom Orlando e todos que lá estão”, pontuou.
O sacerdote também destacou que os últimos quatro anos em que esteve à frente da Arquidiocese de Cuiabá foram marcados por um trabalho missionário de muitas alegrias ao conviver com o povo cuiabano, mato-grossense e com padres e seminaristas que colaboraram durante a trajetória.
“Estar aqui na Arquidiocese é sentir-se muito amado pelo Senhor Bom Jesus e capaz também de amar como ele nos amou. Considero que foram quatro anos breves, mas muito intensos, e que foi um tempo de semeadura. Eu espero que a Arquidiocese continue regando essa semeadura para que possa brotar e produzir muitos e bons frutos para todos”, enfatizou.
A partir de agora, se inicia o processo de indicação de nomes, de escolha e análise, que pode demorar alguns meses até uma escolha efetivada por meio da anunciatura pelo Papa Leão XIV. Para o próximo arcebispo de Cuiabá, ele deseja que se dê continuidade à caminhada e que sejam dinamizados os processos pastorais.
“Eu desejo que lhe dê continuidade ao caminho de santificação, de evangelização, possa dinamizar as pastorais, os compromissos e ajuda na administração de nossas paróquias e também da catequese, da liturgia e das pastorais sociais, ou seja, a dimensão social do evangelho como caridade e solidariedade aos mais necessitados”, salientou.
A última missa de Dom Mário será no dia 26 de abril, último domingo deste mês, na Catedral, às 19h. A missa desta quinta-feira (2) foi sua última celebração na presença de todo o clero da Arquidiocese, para renovação das promessas sacerdotais.
Missa de Lava-Pés
Celebrada na quinta-feira, a Missa de Lava-Pés dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia. Durante a celebração ocorre a cerimônia que lembra o gesto de Jesus quando lavou os pés dos seus apóstolos. Tradição do catolicismo, o ato simboliza o exemplo de humildade deixado por Jesus.
Ida para Aparecida
O papa Leão XIV oficializou a nomeação de Dom Mário como novo arcebispo da Arquidiocese de Aparecida (SP) no dia 2 de março deste ano. O novo arcebispo de Aparecida, cuja arquidiocese é uma das mais importantes do Brasil por abrigar o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, vai substituir Dom Orlando Brandes.
Dom Orlando Brandes completa 80 anos em 2026. Ele vai deixar o posto após dez anos liderando a comunidade católica em Aparecida. Tradicionalmente, segundo o Código de Direito Canônico, um bispo deve apresentar seu pedido de renúncia ao papa aos 75 anos, mas, no caso de Dom Orlando, o tempo do religioso à frente da Arquidiocese de Aparecida foi estendido a pedido do papa Francisco, em carta enviada pelo pontífice em 2023.
Trajetória sacerdotal
Dom Mário Antônio da Silva nasceu em 17 de outubro de 1966, em Itararé (SP), na Diocese de Itapeva. Estudou Filosofia e Teologia no Seminário Diocesano Divino Mestre, em Jacarezinho (PR), e obteve licenciatura em Teologia Moral pela Pontifícia Academia Alfonsiana, em Roma. Foi ordenado sacerdote em 21 de dezembro de 1991, sendo incardinado na Diocese de Jacarezinho.
Ao longo do ministério presbiteral, exerceu diversas funções pastorais e formativas, entre elas: diretor espiritual e reitor do Seminário Menor Nossa Senhora da Assunção; coordenador da Pastoral Vocacional; coordenador diocesano de Pastoral; professor de Teologia Moral; diretor espiritual do Seminário Maior Divino Mestre; pároco do Sagrado Coração de Jesus, em Jacarezinho (PR); e chanceler da Cúria Diocesana. No âmbito da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi 2º vice-presidente e presidente da Regional Norte.
Fonte: primeirapagina





