Saúde

Dinossauro minúsculo encontrado na Espanha revela novas informações sobre herbívoros pré-históricos

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  • Um dinossauro herbívoro minúsculo, com cerca de meio metro de comprimento – aproximadamente o tamanho de uma galinha grande –, está levando os cientistas a rever parte da história evolutiva dos dinossauros. 

    Batizada de Foskeia pelendonum, a nova espécie foi identificada a partir de fósseis encontrados no sítio de Vegagete, na província de Burgos, na Espanha, e viveu há cerca de 125 milhões de anos, no início do Cretáceo. A descrição foi publicada na revista Papers in Palaeontology.

    Os fósseis representam pelo menos cinco indivíduos. O que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi o tamanho dos ossos, bem menores do que os que já se conentre dinossauros herbívoros conhecidos desse período – como os ancestrais dos hadrossauros, os chamados “dinossauros de bico de pato”.

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    A hipótese inicial era que se tratava de animais jovens. Análises microscópicas mostraram que, na verdade, pelo menos um dos exemplares era um adulto plenamente desenvolvido, pertencente a uma espécie naturalmente pequena.

    Foskeia pertence aos ornitópodes, um grupo de dinossauros herbívoros conhecidos por serem relativamente ágeis, com mandíbulas adaptadas ao consumo de plantas e postura geralmente bípede.

    Esses animais não tinham armaduras pesadas nem chifres e, em muitos casos, se deslocavam rapidamente para escapar de predadores. A nova espécie amplia o leque de tamanhos e formas já conhecidos dentro desse conjunto.

    A descoberta

    A história da descoberta começou de forma fragmentada. Os primeiros achados em Vegagete incluíam principalmente ossos das pernas e braços, além de outros fragmentos do corpo, mas sem o crânio.

    Com esse material incompleto, os fósseis foram reunidos provisoriamente e interpretados como pertencentes a um dinossauro herbívoro primitivo. Sem a cabeça, porém, os cientistas não conseguiam identificar com precisão a espécie nem entender seu lugar na evolução.

    Isso mudou quando novos fósseis, incluindo crânios bem preservados, foram encontrados e analisados em conjunto com o material já conhecido. A avaliação revelou um contraste inesperado: um corpo muito pequeno combinado com um crânio complexo, cheio de características anatômicas avançadas.

    “Desde o primeiro momento em que alguém vê este animal, fica impressionado com seu tamanho extremamente pequeno”, disse Paul-Emile Dieudonné, líder do estudo, em comunicado. “E, no entanto, ele preserva um crânio altamente derivado com inovações anatômicas inesperadas.”

    O nome escolhido reflete essas características. “Fos” vem do grego antigo e significa “leve”, em referência ao corpo pequeno e pouco pesado do animal adulto. “Skei” deriva de boskein (“forragear”), indicando seu hábito herbívoro.

    Já “pelendonum” faz referência aos Pelendones, um povo que viveu na Antiguidade na região onde hoje ficam partes do norte da Espanha, incluindo áreas próximas ao local da descoberta.

    Imagem da trajetória de crescimento de Foskeia pelendonum, comparada à de uma galinha adulta. Esta trajetória baseia-se em elementos ósseos de tamanhos diferentes e em sua histologia. Observe os membros anteriores proporcionalmente menores nos indivíduos mais maduros.
    Trajetória de crescimento de Foskeia pelendonum, comparada à de uma galinha adulta (no final, com o esqueleto completo). (Dieudonné et al. 2026/Divulgação)

    Além do crânio incomum, Foskeia apresenta dentes especializados para cortar e processar vegetação. Os pesquisadores também encontraram indícios de que o animal mudava sua forma de se locomover ao longo do crescimento, explorando arrancadas rápidas para se mover em ambientes florestais densos. 

    A descoberta teve impacto direto na forma como os cientistas entendem o parentesco entre diferentes dinossauros herbívoros. Ao comparar Foskeia com outras espécies conhecidas, os pesquisadores concluíram que ele está próximo da base de uma linhagem europeia antiga e aparentado a um dinossauro australiano chamado Muttaburrasaurus.

    Esse resultado ajuda a esclarecer como esses animais se diversificaram em diferentes partes do planeta. A análise ainda recuperou uma ideia antiga e debatida: a de que os principais dinossauros herbívoros poderiam formar um grande grupo natural, chamado Phytodinosauria, unido por uma origem evolutiva comum.

    Para os autores do estudo, o achado reforça que a evolução dos dinossauros não foi marcada apenas por trajetórias rumo a corpos cada vez maiores. Marcos Becerra, da Universidade Nacional de Córdoba, afirmou no comunicado que “a miniaturização não implica simplicidade evolutiva este crânio é peculiar e hiperderivado”.

    Já Thierry Tortosa, da Reserva Natural Sainte Victoire, destacou que “Foskeia ajuda a preencher uma lacuna de 70 milhões de anos, uma pequena chave que destranca um vasto capítulo perdido”, enquanto Penélope Cruzado-Caballero, da Universidade de La Laguna, concluiu: “sua anatomia é peculiar exatamente do tipo que reescreve as árvores evolutivas”.

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    Fonte: abril

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