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Dia do Circo: Praça da Mandioca no Centro Histórico oferece aulas de técnicas circenses

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2026
O Circo Leite de Pedras agora ocupa um espaço fixo na Praça da Mandioca, no Centro Histórico de Cuiabá, inaugurando uma nova etapa de atuação, com programação contínua em um dos principais pontos culturais da cidade. Conhecido pelo caráter itinerante, o grupo aposta na permanência para ampliar o acesso a oficinas, espetáculos e outras atividades artísticas, em uma região marcada pela circulação e pela memória cultural.


Para celebrar o Dia do Circo, nesta sexta-feira (27), o espaço terá uma aula especial de técnicas circenses. Ao Olhar Conceito, o presidente da Asociação Leite de Pedras e diretor artístico Julio Carcará define explica que a nova sede nasce com a intenção de ampliar o acesso à arte, principalmente por meio da formação.
“Um dos maiores trabalhos que se faz no espaço é o de formação, com técnicas de circo, teatro, bonecos”, afirma. A ideia é que o local funcione diariamente com oficinas, muitas delas viabilizadas por políticas públicas culturais, como a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), além de futuros editais estaduais e iniciativas como Pontos de Cultura.
Instalado em uma área compartilhada com o bar Mandioca Pub já conhecido pela programação musical na Praça da Mandioca, o espaço também pretende abrigar uma agenda contínua de espetáculos. Carcará chama o modelo de “Teatro Picadeiro de Bolsa”, inspirado no conceito de teatro de repertório com temporadas mais longas e ingressos acessíveis.
A proposta surge como resposta à falta de espaços viáveis para grupos independentes na capital. “A gente monta um espetáculo e apresenta pouquíssimas vezes, por falta de espaço. Os teatros disponíveis são caros e nem sempre acessíveis”, explica.
A ocupação do Centro Histórico era um desejo antigo do grupo, que já realizou atividades em diferentes bairros da cidade. A escolha tem relação direta com mobilidade e memória cultural. A ideia é facilitar o acesso de alunos de várias regiões e, ao mesmo tempo, fortalecer a presença artística em uma área tradicionalmente ligada à cultura cuiabana. “Um jovem que se interessa pelo circo pode pegar um ônibus e chegar até aqui com mais facilidade”, diz.
O espaço foi estruturado por meio de uma parceria com os responsáveis pelo imóvel, que estava degradado e passou a ser recuperado pelo coletivo. Além das atividades artísticas, o local também abriga uma biblioteca cênica, voltada principalmente para teatro e circo, e se mantém aberto a diferentes usos, como lançamentos de livros, feiras culturais e até festas de aniversário.
Com a nova sede, o grupo busca manter uma programação contínua ao longo do ano, com temporadas de quinta a domingo e abertura para companhias interessadas em ocupar o espaço. A proposta é simples: dividir custos, compartilhar divulgação e ampliar o acesso do público. “A gente quer democratizar. Criar um lugar onde os grupos consigam apresentar e o público consiga assistir”. 
 

 

Fonte: Olhar Direto

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