Para celebrar o Dia do Circo, nesta sexta-feira (27), o espaço terá uma aula especial de técnicas circenses. Ao Olhar Conceito, o presidente da Asociação Leite de Pedras e diretor artístico Julio Carcará define explica que a nova sede nasce com a intenção de ampliar o acesso à arte, principalmente por meio da formação.
“Um dos maiores trabalhos que se faz no espaço é o de formação, com técnicas de circo, teatro, bonecos”, afirma. A ideia é que o local funcione diariamente com oficinas, muitas delas viabilizadas por políticas públicas culturais, como a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), além de futuros editais estaduais e iniciativas como Pontos de Cultura.
Instalado em uma área compartilhada com o bar Mandioca Pub já conhecido pela programação musical na Praça da Mandioca, o espaço também pretende abrigar uma agenda contínua de espetáculos. Carcará chama o modelo de “Teatro Picadeiro de Bolsa”, inspirado no conceito de teatro de repertório com temporadas mais longas e ingressos acessíveis.
A proposta surge como resposta à falta de espaços viáveis para grupos independentes na capital. “A gente monta um espetáculo e apresenta pouquíssimas vezes, por falta de espaço. Os teatros disponíveis são caros e nem sempre acessíveis”, explica.
A ocupação do Centro Histórico era um desejo antigo do grupo, que já realizou atividades em diferentes bairros da cidade. A escolha tem relação direta com mobilidade e memória cultural. A ideia é facilitar o acesso de alunos de várias regiões e, ao mesmo tempo, fortalecer a presença artística em uma área tradicionalmente ligada à cultura cuiabana. “Um jovem que se interessa pelo circo pode pegar um ônibus e chegar até aqui com mais facilidade”, diz.
O espaço foi estruturado por meio de uma parceria com os responsáveis pelo imóvel, que estava degradado e passou a ser recuperado pelo coletivo. Além das atividades artísticas, o local também abriga uma biblioteca cênica, voltada principalmente para teatro e circo, e se mantém aberto a diferentes usos, como lançamentos de livros, feiras culturais e até festas de aniversário.
Com a nova sede, o grupo busca manter uma programação contínua ao longo do ano, com temporadas de quinta a domingo e abertura para companhias interessadas em ocupar o espaço. A proposta é simples: dividir custos, compartilhar divulgação e ampliar o acesso do público. “A gente quer democratizar. Criar um lugar onde os grupos consigam apresentar e o público consiga assistir”.
Fonte: Olhar Direto





