Podendo evoluir para um câncer, o papilomavírus humano (HPV) é uma Infecção Sexualmente Transmissível que pode ser evitada através da vacina. O imunizante está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para diversos públicos e é o meio de prevenção mais eficaz contra o vírus.
De acordo com os especialistas, o HPV não apresenta sinais, nem sintomas na maioria das pessoas. Em alguns casos, pode ficar latente por meses e anos, sem manifestar qualquer sinal visível à pessoa infectada.
Entretanto, a presença do vírus no organismo pode causar queda da imunidade, desencadeando a multiplicação do HPV e causando o aparecimento de lesões pelo corpo.
Na maioria dos casos, o próprio organismo consegue eliminar a infecção, em um período aproximado de 24 meses. Entretanto, durante esse tempo, a transmissão está ativa, podendo passar para outra pessoa.
Sinais
Entre os sintomas está a aparição de lesões como verrugas na região genital ou no ânus, podendo ser única ou múltiplas, de tamanhos variáveis, achatada ou papulosas. Em geral são assintomáticas, mas pode haver coceira no local.
Porém, também há a possibilidade de lesões não visíveis ao olho nú, que não apresentam sinais ou sintomas. Nesse caso, há o risco de desenvolvimento de câncer. As verrugas podem aparecer na vulva, vagina, colo do útero, região perianal, ânus, pênis (geralmente na glande), bolsa escrotal ou região pubiana.
Tratamento
Em caso de diagnóstico positivo, o tratamento exige avaliação profissional de saúde, podendo ser químico, cirúrgico ou através de estimulador de imunidade. Apenas retirar as verrugas não elimina os vírus, podendo causar o reaparecimento das lesões.
Quem pode vacinar?
O Sistema Único de Saúde dispõe de vacina gratuita para um amplo público, mas também há possibilidade de se imunizar na rede particular de saúde. Nesse último caso, qualquer pessoa pode receber as doses.
No SUS, a vacina está disponível para as seguintes pessoas:
- Crianças e adolescente de 9 a 14 anos (dose única);
- Pessoas imunodeprimidas (vivendo com HIV, AIDS, transplantados ou pacientes oncológicos) – 3 doses;
- Vítimas de abuso sexual de 9 a 14 anos – 2 doses;
- Vítimas de abuso sexual de 15 a 45 anos – 3 doses;
- Pessoas com papilomatose respiratória recorrente (PRR) a partir de 2 anos de idade – 3 doses;
- Usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) de 15 a 45 anos – 3 doses.
A vacina não previne os 200 tipos de HPV, mas atende os mais frequentes: 6, 11, 16 e 18.
Fonte: primeirapagina






