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Design biofílico: móveis que se tornam experiências transformadoras

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2026

Em um mundo cada vez mais conectado por meio de telas e relações digitais, o design biofílico tem ganhado espaço como uma forma de resgatar o contato humano e aproximar as pessoas da natureza. É justamente nesse conceito que a Biomê Móveis aposta, desenvolvendo peças artesanais em madeira, unindo sustentabilidade e memória afetiva.

Um dos principais exemplos dessa proposta é o sofá Mara Duo, criado para transformar um móvel em uma experiência emocional. Com curvas orgânicas e um desenho pensado para estimular a conversa e a proximidade, a peça foi concebida para que duas pessoas se sentem naturalmente inclinadas uma para a outra.

Segundo o fundador da Biomê, Marcelo Aquino, a ideia do móvel surgiu justamente como uma resposta ao distanciamento provocado pela tecnologia.

“O Mara Duo veio exatamente para trazer essa relação das pessoas. Hoje a tecnologia aproxima os distantes e afasta os mais próximos. A proposta foi criar um espaço para que duas pessoas possam conversar naturalmente, fisicamente, sem acesso à tecnologia”, afirma.

O nome da peça também carrega simbolismo. “Mara” faz referência ao Cedro Mara, madeira utilizada na fabricação do sofá, enquanto “Duo” remete ao italiano “dois”, em homenagem ao lançamento da peça em Milão, durante o Salone del Mobile.

Segundo a Biomê, mais do que estética, as peças buscam se alinhar ao chamado design orgânico como uma ferramenta de bem-estar. As formas curvas, a textura natural da madeira e o acabamento artesanal buscam despertar sensações de aconchego e pertencimento.

“Hoje, num mundo de altas tecnologias, a gente tem a oportunidade de resgatar um pouco da essência do mais natural possível. Esse natural traz bem-estar e cria memória afetiva. Quando a gente tem um móvel de madeira, o objetivo é chegar no emocional da pessoa”, destaca Marcelo.

Toda a produção da marca é feita manualmente em Cuiabá, conservando as características únicas da matéria-prima. Para a empresa, o trabalho artesanal não representa apenas um diferencial estético, mas também um compromisso social e ambiental.

“A aposta pelo trabalho artesanal vem desde o cerne da criação da Biomê. A gente acredita que, para valer a pena fazer essa exploração sustentável, é preciso inserir em toda a cadeia as pessoas que vivem no entorno da floresta”, explica o fundador.

Inovação e sustentabilidade

A empresa afirma que a madeira utilizada nas peças são do manejo florestal sustentável, com rastreabilidade da origem da matéria-prima. Marcelo faz questão de destacar que o conceito aplicado pela é o de conservação ambiental, permitindo o uso responsável dos recursos naturais sem comprometer o futuro da floresta.

“Hoje a única forma de manter a floresta em pé é através de uma exploração sustentável. A gente utiliza apenas aquilo que está disponível no momento e deixa as árvores mais novas para que, daqui 30 anos, aquela área possa voltar a ser manejada novamente”, afirma.

O compromisso ambiental, inclusive, se tornou uma exigência do mercado de luxo internacional. Segundo Marcelo, durante a participação da Biomê em Milão, a principal dúvida dos compradores era justamente sobre a origem da madeira utilizada nas peças.

“Essa foi a pergunta que eu mais ouvi lá fora: sobre certificações e regularidade da madeira. Isso é o cerne do negócio. Hoje o mercado de alto padrão cobra responsabilidade ambiental”, relata.

Além da rastreabilidade, a exclusividade também faz parte da essência da marca. Como cada peça preserva os desenhos naturais da madeira, nenhum móvel é exatamente igual ao outro.

“Posso repetir a forma, mas nunca o desenho da peça. Cada madeira tem uma identidade própria, como se fosse uma impressão digital”, conclui Marcelo.

Fonte: primeirapagina

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