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Descubra por que Chapada dos Guimarães já foi a maior cidade do Brasil, com insights de uma historiadora

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Hoje conhecida pelas cachoeiras, paredões e pelo turismo ecológico, Chapada dos Guimarães (MT) já ocupou uma posição curiosa na história de Mato Grosso: o município chegou a ser considerado o maior do Brasil em extensão territorial.

No aniversário da cidade, celebrado nesta sexta-feira (31), a historiadora Ana Borges relembra que, até a década de 1970, Chapada possuía aproximadamente 270 mil quilômetros quadrados, abrangendo uma extensa área do estado.

Na época, cidades que hoje são importantes polos do Nortão mato-grossense, como Sinop, Alta Floresta e Colíder, ainda faziam parte do território de Chapada dos Guimarães. O processo de desmembramento ocorreu ao longo da década de 1970, com a criação de novos municípios para acompanhar a ocupação da região norte.

“Ela era tão expressiva que abrangia uma parte do que hoje a gente chama de Nortão. Cidades como Alta Floresta, Colíder e Sinop faziam parte de Chapada dos Guimarães”, explica a historiadora.

A história do município, no entanto, começou muito antes. Segundo Ana Borges, a ocupação da região remonta ao século XVIII, quando surgiram atividades agrícolas e religiosas que ajudaram a formar um dos mais antigos núcleos urbanos de Mato Grosso.

Em 1722, a instalação do Engenho Buriti Monjolinho marcou o desenvolvimento econômico da região, impulsionado pelo trabalho de populações negras. Algumas décadas depois, por volta de 1750, chegaram os padres jesuítas, responsáveis por fortalecer a presença religiosa e estruturar o povoado.

Com o declínio da mineração em Mato Grosso, entre o fim do século XVIII e o início do XIX, Chapada passou por um período de isolamento. Esse cenário ajudou a preservar parte das características coloniais que ainda hoje fazem parte da identidade do município.

A transformação começou na segunda metade do século XX. A melhoria das rodovias, especialmente na década de 1980, aproximou Chapada da capital e fortaleceu o turismo. Outro marco foi a criação do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em 1989, que consolidou a cidade como um dos principais destinos turísticos de Mato Grosso.

Por que Sant’Ana é a padroeira de Chapada dos Guimarães?

A história de Chapada dos Guimarães também está profundamente ligada à devoção a Sant’Ana, considerada a padroeira do município desde os primeiros tempos da ocupação da região.

Segundo a historiadora Ana Borges, a primeira capela dedicada à santa começou a ser construída entre 1758 e 1759 pelos jesuítas. Inicialmente feita de taipa e coberta com palha, ela foi substituída, anos depois, por uma igreja de alvenaria construída com pedras de canga e elementos trazidos de Portugal, como azulejos e detalhes inspirados na arquitetura barroca.

O templo, erguido na segunda metade do século XVIII, passou por restaurações ao longo dos anos e preserva características originais do período colonial, sendo reconhecido como um dos patrimônios históricos mais importantes de Mato Grosso.

Para a tradição católica, Sant’Ana é a mãe de Maria e avó de Jesus Cristo. A santa é associada à proteção das famílias, à educação e aos idosos, sendo considerada símbolo de cuidado, sabedoria e fortalecimento dos laços familiares. Esses atributos ajudaram a consolidar sua devoção em Chapada dos Guimarães e fazem parte da identidade religiosa e cultural do município até os dias atuais.

Fonte: primeirapagina

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