As Olimpíadas de Inverno Milão-Cortina estão chegando aos últimos dias. As disputas entram na fase final e as medalhas são decididas em várias modalidades. Entre elas está o hóquei no gelo, um dos esportes mais tradicionais do programa olímpico.
Nesta quinta (19), o time feminino dos Estados Unidos venceu o Canadá por 2 a 1 na prorrogação e conquistou a medalha de ouro, enquanto a Suíça garantiu o bronze. No masculino, as semifinais já estão marcadas, com os EUA enfrentando a Eslováquia, e o Canadá enfrentando a Finlândia nesta sexta (20).
O esporte consiste em duas equipes que se enfrentam sobre uma pista de gelo, cada uma com seis jogadores (incluindo o goleiro). O objetivo é fazer o disco entrar no gol adversário usando um taco.
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Os jogadores se deslocam sobre patins e podem ultrapassar os 30 km/h durante as jogadas, enquanto mudam de direção bruscamente, freiam, aceleram e disputam espaço.
A partida é dividida em três períodos de 20 minutos cada. Vence a equipe que marcar mais gols. Se houver empate em fases eliminatórias, o jogo vai para prorrogação até que alguém marque.
A “bola” do hóquei
O disco usado se chama puck, palavra que provavelmente vem de termos do gaélico escocês e irlandês que significam “dar um golpe” ou “cutucar”. Ele é feito de borracha vulcanizada, um tipo de borracha tratada com calor e produtos químicos para ficar mais resistente e elástica.
O puck oficial mede 7,6 centímetros de diâmetro, 2,5 centímetros de espessura e pesa entre 156 e 170 gramas. Esse peso é importante – fosse leve demais, o disco quicaria com facilidade e seria difícil de controlar; se fosse pesado demais, ficaria lento.
Antes dos jogos, os discos ficam no freezer. A baixa temperatura deixa a borracha mais dura e reduz ainda mais o quique, garantindo que deslize de forma mais previsível.
A fabricação é industrial e altamente padronizada. Primeiro, a borracha natural é misturada com antioxidantes e outros produtos químicos, como enxofre (usado no processo de vulcanização), negro-de-fumo (que dá a cor preta e aumenta a resistência) e agentes aceleradores, que controlam o tempo e a eficiência da reação química.
Esses componentes garantem o equilíbrio entre dureza, elasticidade e durabilidade, evitando que o disco rache, deforme ou fique macio demais. A mistura é transformada em cilindros longos, que são cortados em pedaços com o tamanho aproximado de um disco.
Os pedaços são colocados em moldes com o formato exato e comprimidos com alta pressão e calor, em temperaturas que podem chegar a 149 °C. Depois de moldados, descansam por cerca de 24 horas. Por fim, passam por acabamento manual para remover imperfeições.
O molde também cria pequenas ranhuras em formato de diamante na lateral. Elas aumentam o atrito com o taco, facilitando o controle.
E, mesmo com toda essa tecnologia, o disco ainda representa perigo. Em um chute forte, pode ultrapassar 160 km/h. Por isso, os jogadores usam equipamentos de proteção pesados, e as arenas têm redes de proteção para proteger o público.
Os primeiros discos da história eram bem mais improvisados. O hóquei no gelo, que surgiu no Canadá no século 19, foi trazido por imigrantes europeus e envolvia usar bastões para empurrar uma bola pelo chão ou pelo campo – algo parecido com o que é atualmente.
Quando esses jogos passaram a ser praticados sobre lagos congelados durante o inverno, a bola quicava demais e saía facilmente da área de jogo. A solução foi usar objetos achatados e rígidos, que deslizavam melhor sobre o gelo.
Como a madeira era abundante e fácil de trabalhar, ela virou um dos primeiros materiais usados – mas há registros de discos feitos de rolhas e até mesmo esterco de vaca congelado. Com o tempo, o formato circular de borracha se tornou padrão, porque deslizava melhor, durava mais e permitia mais controle.
O instrumento do jogo
Para controlar o puck, os jogadores usam o taco de hóquei. Ele tem duas partes principais: o cabo longo e a lâmina achatada na ponta, que entra em contato com o disco. No total, mede entre 1,5 e 2 metros de comprimento.
A lâmina tem uma leve curva, que ajuda a levantar o disco e controlar a direção do chute. Essa curvatura é tão importante que existe uma padronização definida por regras, para evitar vantagens exageradas.
A rigidez do taco é ajustada para cada jogador. Os mais rígidos favorecem chutes fortes, enquanto os mais flexíveis facilitam chutes rápidos e precisos. A lâmina também varia. Algumas são melhores para levantar o disco rapidamente. Outras favorecem chutes mais potentes.
Até o formato da ponta muda. Pontas quadradas ajudam no controle perto das bordas da pista. Pontas arredondadas facilitam o manejo geral. Já o taco do goleiro é diferente; tem uma base mais larga, que ajuda a bloquear o disco.
No início, os jogadores usavam bastões de madeiras, que eram resistentes, mas pesados. Depois surgiram tacos laminados, feitos com camadas finas de madeira coladas entre si, o que o deixava mais flexível e resistente.
Nos anos 1980, apareceram os de alumínio. Eram mais duráveis e não deformavam, mas tinham um problema: eram rígidos demais e não transmitiam bem a sensação do disco.
Hoje, a maioria dos jogadores profissionais usa tacos feitos de materiais compostos, principalmente fibra de carbono. Ela funciona como uma mola, ou seja, quando o jogador prepara o chute, o taco se curva e armazena energia. Quando ele libera o movimento, essa energia é transferida para o disco, aumentando a velocidade. Esse efeito ajuda a explicar como o jogador consegue lançar um disco a mais de 160 km/h.
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Fonte: abril






