Existem diversas atividades que o nosso corpo consegue executar sem que a gente precise pensar: andar, piscar, sentar, mastigar, digitar no celular etc. São ações que, de tão repetidas ao longo dos anos, se tornaram automáticas. A neurociência tem um nome para isso: memória motora.
“Memória muscular” é um termo leigo, mas que significa a mesma coisa. Só que, na cultura popular, nós não costumamos associar memória muscular a atos tão banais como andar e piscar. Em vez disso, só percebemos a memória muscular quando ela está ligada a uma atividade mais complexa, como andar de bicicleta, tocar um instrumento, dirigir, ser craque em algum esporte e afins.
Quando aprendemos uma atividade, criamos conexões sinápticas no nosso cérebro, ou seja, minúsculas pontes entre os neurônios que registram esse novo conhecimento. Conforme repetimos o ato ao longo dos dias, meses e anos, construímos cada vez mais sinapses que reforçam o registro.
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Essa repetição é um exemplo de neuroplasticidade: quando há tantas conexões registrando a mesma coisa que elas apresentam redundância — o que é um mecanismo sofisticado do nosso corpo para consolidar conhecimento. Você pode perder algumas delas e, ainda assim, conseguir executar aquela tarefa quase automaticamente. É por isso que pacientes de Alzheimer que eram instrumentistas muitas vezes não lembram nem da própria família, mas conseguem tocar seus instrumentos.
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Apesar de chamarmos de “memória muscular”, ela não ocorre nos músculos, e sim no cérebro. É claro que precisamos dos músculos para as atividades físicas, especialmente as mais intensas, como praticar esportes, mas os músculos estão apenas obedecendo os sinais enviados pelo cérebro. Quando você está aprendendo e memorizando as habilidades, esses sinais são de um jeito. Depois que elas estão fixadas, eles têm outras características.
A criação de uma memória muscular depende da complexidade da atividade, da frequência com que você a repete e da sua experiência com aquilo. Não existe uma equação matemática precisa que diga quantas vezes você tem que fazer algo para criar uma memória do tipo. Por outro lado, uma vez que você tenha criado uma memória muscular, há boas chances de que ela fique com você por décadas.
Em 2013, uma pesquisa investigou como e por quanto tempo as pessoas conseguem reter habilidades motoras complexas no cérebro após aprendê-las, mesmo sem praticá-las por longos períodos. Quatro adultos foram colocados para treinar um movimento incomum por dois meses. Mesmo 8 anos depois, dois participantes conseguiram executar a tarefa com desempenho semelhante ao que tiveram na etapa final do treinamento original.
Os participantes não só lembraram da tarefa, mas também reproduziram características individuais de como executavam o movimento, algo que não seria explicado pela simples repetição de regras. Os cientistas entenderam esse resultado como a demonstração da consolidação de uma memória motora profunda.
Dito tudo isso, é preciso ainda fazer um adendo. “Memória muscular” também é um termo usado para descrever um fenômeno completamente diferente, no mundo dos treinos. Durante treinamento de força ou hipertrofia, as fibras musculares ganham núcleos extras (chamados mionúcleos, derivados de células-satélite) que ajudam a produzir proteínas e crescer. Isso explica por que existe uma facilidade em ganhar massa muscular em músculos que já tinham sido trabalhados no passado, mesmo após um longo período de pausa.
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Fonte: abril






