Depende do tipo de animal. Em vertebrados, o critério mais comum é a análise do esqueleto após a morte: assim como as árvores, o crescimento dos ossos deixa linhas que podem ser contadas. Esse método é chamado esqueletocronologia, e é mais preciso no caso dos répteis e anfíbios.
O corpo da maioria dos animais muda e se deteriora ao longo do envelhecimento biológico (a chamada “senescência”). Em bichos vivos, dá para analisar transformações nas características físicas – como o tamanho, a proporção dos membros, a voz, ou a quantidade de penas. A partir dessas mudanças visíveis (ou audíveis), os especialistas já conseguem estimar mais ou menos em que fase da vida aquele animal se encontra.
Por que amamos bichinhos? A ciência da fofura
Os cientistas também podem obter informações sobre a idade de um animal a partir da composição hormonal de seus pelos ou dos tipos de microorganismos que compõem as fezes (cujo formato também muda com o tempo).
Para mamíferos e aves, o método mais preciso é recolher amostras de sangue e analisar características por meio do DNA em amostras de sangue. É o que tem o melhor custo-benefício: por mais que retirar o sangue dos animais seja invasivo (e, em alguns casos, bem difícil), não é letal, e os resultados são bem precisos.
Contudo, existem alguns tipos de animais que, na prática, não envelhecem. Espécies como as hidras e os caranguejos-ermitões, têm o que o que chamamos de “senescência negligível” – isto é, nesses casos, as marcas deixadas pelo envelhecimento são tão pequenas que se tornam praticamente imensuráveis.
Fonte: Artigos Methodology Advances in Vertebrate Age Estimation e Not all species deteriorate with age.
Fonte: abril





