O aparelho aplica uma corrente elétrica indolor e imperceptível que viaja pelo seu corpo e analisa o quanto de resistência há pelo caminho. Assim, ele consegue estimar o total de músculo, de gordura e de água no seu shape.
A eletricidade viaja mais facilmente na água; nos nossos tecidos, o líquido fica armazenado principalmente nos músculos. Dessa forma, grosso modo, quanto menos resistência a corrente sofre, mais músculos e H2O há no corpo; o oposto indica a presença de mais gordura.
A técnica é útil porque o número na balança convencional, por si só, não diz muita coisa: ganhar massa magra aumenta a cifra e não significa que uma pessoa engordou. Da mesma forma, se você notar que seu peso diminuiu 1 kg de um dia para o outro, não se engane: a maior parte é perda de água.
Dito isso, ela tem suas limitações, por vários motivos. A proporção de massa magra e gorda é uma estimativa embasada, mas nem sempre totalmente precisa. A quantidade de água no nosso corpo é extremamente variável e muda de acordo com vários fatores (total de líquido ingerido, horário do dia, nível de atividade física e suor, retenção, ciclo menstrual etc.).
O recomendado é que a bioimpedância seja usada a título de comparação, ou seja, que o teste seja feito regularmente e comparado, criando assim uma progressão. Um resultado isolado não diz muita coisa.
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E essa análise é melhor combinada com técnicas de antropometria feitas por profissionais: as medições de circunferências corporais com fita métrica e das “dobras” de gordura com um adipômetro (o utensílio que “belisca” os pneuzinhos).
Por fim, vale lembrar: mulheres grávidas e pessoas com partes metálicas no corpo (marca-passo e próteses, por exemplo) não devem fazer o teste de bioimpedância.
Pergunta de Renato Antoniassi, de São Paulo (SP)
Fonte: abril





